Gente, times e agentes

O que aprendi sobre gestão de times na minha última ida à China e ao Japão.

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Imagem: Unsplash
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Voltei há poucos dias de uma imersão exploratória da StartSe na China e no Japão.

Acho ambos os países impressionantes. Um dos meus aprendizados está relacionado aos conceitos e métodos que eles desenvolveram para gestão de times.

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Da Toyota, do Japão, todos já aprendemos sobre LEAN. Da Haier, da China, acho que ainda teremos muito a aprender sobre o ZZJYT.

Sempre investigando sobre redesenhos de organizações para inovação e produtividade, descobri que em 1880 um engenheiro agrônomo francês (Maximilien Ringelmann) conduziu um experimento curioso. Ele pediu que pessoas puxassem uma corda. Primeiro sozinhas e depois em grupo.

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O resultado foi surpreendente.

Quando puxavam sozinhas, as pessoas davam tudo de si.

Mas, à medida que o grupo crescia, o esforço por pessoa caía de forma consistente.

Quando uma só pessoa puxava, aplicava 100% do seu esforço.

Em grupos de oito, o esforço total somado era de apenas 50% do que deveria ser.

Isto ficou conhecido como Efeito Ringelmann.

Alguns também chamam isto de “social loafing”.

 

Por que o esforço potencial total cai quando estamos em grupos?

Duas teses:

  • Perda de motivação:
    As pessoas tendem a se esforçar menos quando sua contribuição individual é mais difícil de identificar.
A responsabilidade se esconde e se dilui.
As pessoas pensam que “alguém vai compensar.”
  • Perda de coordenação:
    À medida que os grupos crescem, fica mais difícil sincronizar os esforços.
No exemplo da corda, nem todos puxam exatamente no mesmo momento ou na mesma direção.
Parte da força é desperdiçada. Tipo, quantas reuniões o seu time faz por semana?

O ponto mais interessante é que a relação entre o tamanho do grupo e a performance não é linear. Ela segue uma curva: a performance melhora quando grupos pequenos crescem, mas depois estagna ou até cai ao ultrapassar um tamanho ideal.

CIOs precisam pensar em organização de times duas-pizzas (ou uma pizza), squads, lean, agile, scrum, pods, zzjyt…

CIOs precisam entender de times de pessoas, e além do tamanho, motivação e coordenação também lidar com egos, egoísmos, excentricidades…

E, agora, CIOs estão sendo desafiados a liderar de times de pessoas, mas mesclados com agentes de IA (agentic/autonomous systems). O que iremos descobrir sobre performance neste trabalho mais “hashed”?

Será que, como disse Jensen Huang, a TI será o novo RH de agentes?

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Sobre o Autor

Chief Innovation Officer da StartSe e autor do livro Organizações Infinitas, Cristiano Kruel é um ativo pesquisador e um inquieto curioso na identificação e decodificação de sinais e tendências relacionadas a novas tecnologias, transições e transformações de mercados e novas práticas de gestão e governança. Possui larga experiência na modelagem de startups de alto impacto e de programas e projetos de tecnologia e inovação para corporações estabelecidas.

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