“Metade do nosso faturamento ainda vem de grandes operadoras e a outra metade fica dividida mais ou menos igualmente entre grandes companhias e as SMBs”, afirma Rafael Steinhauser, presidente da Cisco para o Brasil.
De acordo com Howard Charney, vice-presidente sênior da Cisco, a empresa começou a focar parte de seus esforços nas vendas para clientes de pequeno e médio porte há cerca de cinco anos. “Percebemos que esse segmento, que é predominantes em regiões como Ásia e América Latina, demandava soluções de tecnologia como as grandes empresas, mas não tinham condições de investir como elas”, afirma.
Uma das iniciativas nesse sentido foi a aquisição da Linksys, ocorrida em 2003 pelo valor de 500 milhões de dólares. A empresa também está fechando parcerias com canais que atuam junto a esse tipo de negócio e fazendo contratações para reforçar sua equipe no Brasil. O crescimento da gigante no País foi de 66% no primeiro trimestre de 2006 em relação a igual período de 2005.
Inovação tecnológicas
Em sua palestra hoje durante o evento Networkers, que acontece até quinta-feira (01/12), Charney também falou sobre as tendências em tecnologia. “A internet vai possibilitar que serviços, saúde e educação de ponta cheguem onde eles não estão disponíveis hoje”, resume.
Ele prevê ainda que a maneira das pessoas interagirem via internet também vai mudar bastante. “A interação por caracteres é chata. Chegaremos em um ponto em que vamos interagir em imagens 3D.” Para colaborar com essas inovações, a Cisco tem investido cerca de 3 bilhões de dólares ao ano – o que representa cerca de 13% do faturamento total da empresa – em pesquisa e desenvolvimento.
Charney também comentou sobre “o lado negro da tecnologia”, falando de spams, phishing, roubo de informações e invasão de privacidade. Mas, para ele, esses tipos de problemas são naturais numa fase de maturação das tecnologias, comparando o desenvolvimento atual com o que foi a expansão das linhas telefônicas. “Demoramos cem anos para ter uma infra-estrutura confiável. Também Levou um tempo para nos sentirmos seguros nahora de fazer uma transação via web com cartão de crédito. Acredito que teremos que mudar um pouco para conseguir lidar com os problemas atuais.”
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