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Shell e Cisco codesenvolvem solução de segurança para IoT

As empresas de energia estão se preparando para desafios cada vez maiores. Na Shell, que assiste a uma projeção da população global chegar a 9 bilhões em 2050, elevando a demanda por energia em 200%, a ordem é estudar todas as alternativas possíveis para não apenas encontrar novas fontes de energia para fornecer à população, como também ser mais eficiente nesse busca e exploração. Diante de tal cenário, a companhia tem investido muito no conceito de internet das coisas (IoT), utilizando-o como motor para o surgimento de sistemas ainda mais inteligentes que lidam de forma mais simples com esse mundo hiperconectado. Mas em meio a tudo isso, a segurança da informação surge como um dos principais desafios e não à toa.

Historicamente, empresas que lidam com alto nível de pesquisa lidam com essa preocupação, temendo vazamento de informações ou mesmo roubo de propriedade intelectual. De forma que, antes que tudo esteja pronto, estudar a viabilidade de tornar todo esse ambiente seguro é essencial. “Esse ambiente megaconectado pede um investimento forte em segurança. E um trabalho de coinovação entre Shell e Cisco gerou uma nova tecnologia nesse espaço”, adiantou Arjen Dorland, vice-presidente executivo técnico e de TI competitiva da Shell.

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Essa coinovação a que ele se refere resultou em um produto comercializado pela Cisco chamado Secure Ops Solution, arquitetado para atender as necessidades de companhias de energia como a Shell. A companhia de origem holandesa já implantou a solução em sua estrutura e elevou, entre outras coisas, o nível de gerenciamento de risco e cibersegurança. Ambas as empresas trabalharam juntas para criar algo que ajudasse as companhias no combate de novas e crescentes ameaças cibernéticas que atingem essa indústria fortemente.

Resolver esse problema é tirar da frente um ponto sensível em meio a muitos outros, já que o setor de energia precisa lidar diariamente com diferentes ameaças como ambientais e de segurança física. No caso da Shell, a solução de segurança foi implantada nas plataformas de exploração e tratamento e também nas de lubrificantes. A partir disso, além de mitigar ameaças cibernéticas, a Shell amplificou seus controles com o sistema de monitoramento remoto e proativo e o gerenciamento de soluções, infraestrutura e segurança que a ferramenta oferece.

A preocupação do setor é geral, não apenas a Shell tem investido em internet das coisas e também em segurança e, quando se fala em IoT, se fala em escala, são centenas de milhares de sensores espalhados por plataformas, plantas de processamento de combustível, isso sem falar em todo o arsenal de dispositivos e aplicações usadas também em negócios de outros tipos de energia.

“As empresas de energia estão caminho para uma implantação completa disso, elas estão cada vez mais digitais”, comentou Dorland, ao falar durante o IoT World Forum, em Chicago. “Hoje, podemos controlar diversos pontos como volume, alterações ambientes, qualidade, coisa que não podíamos no passado. Quanto mais dados, mais poder você precisa ter em seu data center para processar e avaliar o montante de informação acumulada. Temos grandes oportunidades. O Brasil, por exemplo, não usou seus recursos por muitos anos e a tecnologia permitiu a exploração mais ampla”, completou, ao mencionar a exploração da camada do pré-sal.

Até por conta do pré-sal, a Petrobrás tem investido muito em tecnologias, com sistemas bastante avançados para lidar com o processamento das informações vindas dessas plataformas. No caso da Shell, Dorland frisou que todas as plantas da companhia estão equipadas com sensores e soluções inteligentes para monitoramento e tudo em tempo real, o traz oportunidades adicionais na visão do executivo. “Temos controles e análises remotas que não seriam possíveis há cinco anos. Estamos rodando nossas operações de forma mais inteligente, segura e com custo menor”, explicou.

*O IT Forum 365 viajou a Chicago a convite da Cisco

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Redação
Tags: Ciscointernet das coisasIoT World ForumShell
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