Enquanto muitos ainda discutem viabilidade de modelos como computação em nuvem ou mesmo como implantar conceitos de big data, internet das coisas parece caminhar para consolidação mais rápido que o imaginado. Ainda que em países como o Brasil, onde a infraestrutura de telecom ainda é uma barreira de entrada, o processo pareça um pouco mais lento, no mundo, as oportunidades com IoT devem gerar receita de US$ 2,3 trilhões ainda neste ano.
Os dados foram compartilhados por Wim Elfrink, vice-presidente executivo de soluções para indústria e chefe de globalização da Cisco, durante o IoT World Forum, que acontece em Chicago, nos Estados Unidos. Elfrink provocou ao questionar a plateia com quase dois mil executivos de diversas indústrias se eles ficariam apenas assistindo ao tema da moda ou se partiriam para a implantação, citando iniciativas como um fundo de 45 milhões de libras criado pelo Reino Unido para viabilidade de IoT. “É preciso olhar como a tecnologia pode criar um mundo melhor e mais sustentável. Os negócios em torno do tema estão aquecidos com aquisições, investimentos, entre outros”, afirmou, lembrando aquisições como a do Twitch pela Amazon por US$ 1 bilhão.
Este é o segundo ano do IoT World Forum e, passados 12 meses da realização da primeira edição, em Barcelona (Espanha), a quantidade de coisas conectadas (sensores, dispositivos, máquinas, pessoas, entre outros), saltou de dez para 13,5 bilhões e a tendência é de um crescimento ainda maior.
Apenas para ter uma noção melhor do que está acontecendo no mundo em torno do conceito de IoT, separamos alguns números: atualmente já existem mais de 300 mil desenvolvedores focados na tendência; em setembro deste ano surgiram 189 startups explorando algo desse universo; em termos de investimentos, os fundos de capital de risco separaram no mês passado US$ 960 milhões; e as aquisições envolvendo busca por tecnologias e soluções que ajudam a explorar melhor as possibilidades chegaram a US$ 5,3 bilhões.
Tudo isso porque, como lembrou Elfrink, hoje 99,07% das coisas não estão conectadas, em 2012 eram 99,40%, em outra ocasião, o presidente da Cisco John Chambers já havia projetado oportunidades de mais de US$ 13 bilhões com IoT, justamente porque, atualmente, o nível de coisas conectadas ainda é baixo. “A receita saiu de US$ 1,6 trilhão para US$ 2,3 trilhões de 2012 para 2014. Só a receita com serviços de devices M2M chegará a US$ 97 bilhões.” No mundo, já são mais de 260 iniciativas de internet das coisas em andamento.
*O IT Forum 365 viajou a Chicago a convite da Cisco
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