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Organizações com projetos bem-sucedidos de inteligência artificial investem um percentual de receita até quatro vezes maior em áreas como dados, governança, profissionais e gestão de mudança, na comparação as que obtêm resultados insatisfatórios. Segundo o Gartner, no entanto, esse ainda é um cenário raro porque menos da metade (39%) dos líderes se dizem confiantes com seus atuais investimentos em IA e o impacto no desempenho financeiro.
O levantamento da empresa ouviu 353 líderes de dados e analytics (D&A, na sigla em inglês) e IA entre novembro e dezembro de 2025.
“Os líderes de D&A desempenham um papel central na concretização da ambição relacionada ao valor da IA de suas organizações”, diz em comunicado Rita Sallam, vice-presidente emérita e chefe de pesquisa do Gartner. “Até 2030, a missão dos líderes de D&A é entregar áreas fundamentais, incluindo novos dados confiáveis, bases contextuais e inteligência perceptiva.”
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Segundo a consultoria estadunidense, seis mudanças precisarão ser promovidas pelos líderes de D&A até 2030. São elas:
Utilizar IA para transformar (não só ajustar) modelos de negócios e operacionais para alcançar objetivos comerciais “ousados”. É necessária uma liderança “pioneira” para aplicar novas tecnologias de maneiras inovadoras.
“O futuro não consiste em substituir os seres humanos, mas em ampliar sua engenhosidade”, diz Sallam. “As organizações de D&A ‘AI-first’ terão equipes menores, organizadas como núcleos de decisão compostos por talentos com habilidades diversas, complementados por especialistas em IA e agentes focados em resultados de negócios.”
O sucesso de D&A em 2030 não dependerá de modelos melhores, mas de fornecer aos agentes acesso contextual (semântica e metadados) e governado aos dados certos. Os líderes devem redesenhar a arquitetura de D&A para tornar a camada de contexto o cérebro central dos agentes de IA, a fim de fornecer inteligência confiável, diz o Gartner.
Práticas de engenharia novas e profundamente integradas substituindo práticas isoladas para dados, IA, contexto e engenharia de software. As organizações devem sair de um ciclo infinito de provas de conceito e avançar para a escala empresarial, desenvolvendo práticas e habilidades interconectadas de engenharia de dados, IA, software e contexto.
“O controle tradicional deve ser reformulado para priorizar modelos de governança baseados na confiança para agentes de IA, por meio da criação de uma governança dinâmica que incorpore contexto automatizado e verificações de viés, privacidade e conformidade diretamente nos fluxos de trabalho”, diz Sallam. “Sem confiança nos dados, nos outputs e nas decisões dos modelos e agentes de IA, não há valor na IA.”
Segundo o Gartner, líderes de D&A ‘AI-first’ precisam ir além do ROI para criar um ciclo de valor no qual os ganhos de eficiência sejam intencionalmente reinvestidos em crescimento e inovação.
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