All Rights ReservedView Non-AMP Version
Preprod IT Forum
  • Homepage
  • Notícias
Notícias

O que esperar da nova legislação sobre open banking

No final de Novembro o Banco Central do Brasil abriu para consulta pública uma proposta de regulação para que as instituições financeiras compartilhem entre si informações dos clientes. A proposta é denominada Open Banking (ou Sistema Financeiro Aberto, na tradução para o português) e vem sendo estudada há pelo menos dois anos no país. A nova era do sistema financeiro brasileiro deve caminhar junto da inovação e das tecnologias, e o open banking vem para facilitar isso. Com ele, os dados passam a pertencer aos consumidores, fazendo com que esse sistema adote tecnologias de maneira ampla, incentivando a oferta e a qualidade dos produtos oferecidos.

Não é de hoje que os serviços bancários clamam por modernização, para também acompanhar o que já acontece em outras partes do mundo. Entre as décadas de 80 e 90, frente à hiperinflação, o país desenvolveu soluções tecnológicas para permitir o funcionamento dos bancos, ficando à frente, internacionalmente, em termos tecnológicos. Depois disso, pouco se fez e hoje temos um mercado que não inova o suficiente, o que resultou em baixa concorrência, em que três ou quatro grandes bancos têm as informações da maioria das pessoas que utilizam o sistema financeiro, apresentando juros e preços altos para os serviços que oferecem.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

Nesse sentido, o conceito do open banking é o de que os dados do usuário pertencem a ele e não ao banco que lhe presta serviço. Por exemplo: imagine que eu preciso de um empréstimo bancário e o banco X, em que eu tenho conta, oferece taxas muito altas. Se eu quiser solicitar esse empréstimo em um banco Y, que oferece taxas muito mais amigáveis, pelo sistema atual, preciso exercer uma série de tarefas burocráticas e construir uma nova relação com aquela instituição, ignorando todo meu histórico financeiro como bom pagante.

No open banking isso seria muito mais fácil porque o banco Y poderia acessar informações que o banco X tem sobre mim, como a movimentação da minha conta, investimentos, limites, renda fixa, etc. Essa premissa facilitaria muito o dia a dia do usuário.

Vale lembrar que apenas uma “camada” dos dados do usuários estará exposta e que essa exposição não estará acessível para qualquer um, apenas para instituições financeiras que o usuário escolher. Além disso, os bancos instituições ainda serão responsáveis pela proteção de dados sigilosos. Nesse sentido, apenas serão abertas as API’s (Interface de programação de Aplicativos, na tradução para o português) e isso permite que outros aprimorem os sistemas existentes.

Dentre os benefícios do open banking estão a liberdade dos clientes para poder escolher o serviço que melhor performa, além de a competitividade aumentar e, com isso, mais produtos e serviços devem aparecer; os custos devem ser menores porque com os sistemas mais integrados o número de intermediários dos processos deve ser menor; e, consequentemente, os serviços devem ser melhores.

A futura legislação sobre o tema deve procurar atender o novo usuário do sistema financeiro que busca por novas experiências e pela interação de canais digitais, com velocidade. A inovação deve estar no centro de tudo isso, possibilitando a conexão com fintechs, por exemplo. Legislar para o open banking é o maior desafio, e acredito que deve ocorrer em partes, tudo precisará de muito planejamento, afinal estão em jogo dados e informações bancárias. As atualizações e a inovação são necessárias, basta saber se o sistema financeiro está preparado para a revolução digital.

*Por Guilherme Verdasca, CEO da Transfeera, startup open banking que automatiza pagamentos e realiza validação bancária

Next Transformação Digital: 05 tendências para 2020 »
Previous « Novo ano, novos hábitos
Share
Published by
Ana Gabriela De Callis
Tags: LegislaçãoOpen Banking
6 anos ago

    Related Post

  • Novos executivos da semana: Uncover, Tech for Humans, Diebold Nixdorf, Unico e mais
  • Se o Brasil não organizar seus dados culturais, outro fará isso por nós, alerta Jorge Brivilati
  • CBYK nomeia Maurício Matsuda como novo CEO

Recent Posts

  • Notícias

83% dos CIOs já adiaram projetos estratégicos por restrições de orçamento

A pressão por controle de custos vem alterando a dinâmica das áreas de tecnologia nas…

6 dias ago
  • Estudos

Fintechs brasileiras captam US$ 2,77 bi em 2025 e entram em nova fase de maturidade

O mercado brasileiro de fintechs passou por uma transformação no perfil dos investimentos em 2025.…

6 dias ago
  • Notícias

Sioux aposta em IA e dados para nova fase de experiências digitais e expande atuação para a Europa

O avanço da inteligência artificial e o uso estratégico de dados vêm transformando a forma…

6 dias ago
  • Artigos

Qual é o risco do desenvolvimento de software com IA?

Por Ramon Ribeiro Quase metade do código produzido por assistentes de inteligência artificial contém vulnerabilidades…

6 dias ago
  • Notícias

Se o Brasil não organizar seus dados culturais, outro fará isso por nós, alerta Jorge Brivilati

Peça a um modelo de inteligência artificial que gere a imagem de uma cidade, sem…

6 dias ago
  • Notícias

Novos executivos da semana: Uncover, Tech for Humans, Diebold Nixdorf, Unico e mais

O IT Forum apresenta, semanalmente, os novos executivos e os principais anúncios de contratações, promoções e mudanças…

6 dias ago
All Rights ReservedView Non-AMP Version
  • L