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Memecoins: entenda a nova criptomoeda lançada por Donald Trump

Imagem: Shutterstock

O impulso dado por Donald Trump às criptomoedas veio acompanhado de um movimento no mínimo inusitado (e eticamente questionável): ele próprio lançou, poucos dias antes da posse, uma memecoin chamada $TRUMP – e foi seguido dois dias depois pela primeira-dama Melania Trump, que lançou a $MELANIA. A promessa, claro, é de ganhos “enormes”.

O token aparentemente animou a comunidade cripto, e a $TRUMP subiu mais de mil vezes em valor, chegando a ter uma avaliação total diluída de US$ 71 bilhões, segundo a Binance. O futuro do criptoativo ainda é um mistério – houve uma queda substancial do valor negociado logo no dia posterior à posse –, mas não há porque não acreditar que Trump não vá trabalhar a favor dela, considerando que ele próprio deteve para si grande parte do montante emitido.

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As criptomoedas conhecidas como memecoins surgiram nas redes sociais, e tem como base o humor e a viralidade, ao contrário de outros tipos de criptos. Seu valor depende diretamente do impulsionamento da comunidade entusiasta. Estes ativos tiveram crescimento de mais de 212% em 2024, segundo o Full Year 2024 Report da Binance.

Ao contrário do Bitcoin ou do Ethereum, o valor das memecoins não está na utilidade ou escassez, mas no humor compartilhado e na disposição dessa comunidade em acreditar na piada. Por isso, memecoins são experimentos financeiros de alto risco. Eles desafiam a lógica tradicional de investimento, prosperando não na utilidade ou valor fundamental, mas na viralidade inconstante.

O sucesso de um memecoin depende de capacidade de capturar a atenção da internet, com suas piadas, tendências e momentos culturais. Não por acaso memecoins são famosas pelas oscilações dramáticas de preço, transformando pequenos investimentos em ganhos massivos ou perdas totais da noite para o dia. A natureza das memecoins inevitavelmente levanta questões éticas.

História das memecoins

A QUANT é um exemplo de memecoins que ficaram em evidência. Em novembro de 2024, um streamer de 13 anos transmitindo para um público modesto lançou a memecoin usando a plataforma Pump.fun baseada em Solana. A comunidade orquestrou um esforço coletivo para impulsionar a capitalização do token, e conseguiu US$ 22,6 milhões em 15 horas.

Os tokens que o jovem criador despejou por US$ 30 mil valiam, de repente, perto de US$ 4 milhões. A ascensão cresceu impulsionada pela determinação da comunidade. No entanto, quando a excitação se dissipa, o valor do token também cai.

Leia mais: Inflação pressiona, e gastos mundiais com TI crescerão 9,8% em 2025, diz Gartner

Plataformas como a Pump.fun tornaram a ideia mais acessível, permitindo que qualquer pessoa lance um token e o compartilhe nas redes sociais. Plataformas como X e Discord servem como ponto de encontro para essa comunidade trocar memes, discutir investimentos e promover as moedas.

Nem sempre é a piada que reúne os interessados. A MOODENG, por exemplo, foi catalisada por uma doação do cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, para a conservação da vida selvagem. É um exemplo de memecoins influenciada por tendências culturais e filantrópicas. Ela foi inspirada pelo agora famoso hipopótamo pigmeu.

O Dogecoin, talvez a mais famosa e antiga delas, foi por sua vez criada como homenagem a um meme de Shiba Inu, e evoluiu impulsionada pelo apoio de figuras como Elon Musk.

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Redação
Tags: BinanceCriptomoedasDonald Trumpmemecoin
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