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Parceira da Apple, iPlace quer crescer no B2B com serviços corporativos

A iPlace, maior Premium Reseller da Apple no Brasil, está expandindo suas ambições no mercado corporativo. Nesta semana, a companhia anunciou que irá além do varejo de dispositivos para o mercado B2B, e passará a oferecer serviços corporativos para companhias que buscam adotar produtos da Apple em seus ecossistemas.

As ofertas serão entregues através do iPlace Corporativo, braço B2B da iPlace que já é operado há 11 anos e tem cerca de 20 mil clientes. No total, serão 15 serviços oferecidos pela companhia. As ofertas incluem serviço de gerenciamento de dispositivos (MDM) e integração de Macs dentro de um ecossistema de PCs, através de gestão de projetos.

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Para expandir sua oferta no Brasil com serviços, a iPlace buscou o selo ‘Apple Authorized Enterprise Reseller’, oferecido pela Apple a parceiros qualificados para ofertas B2B. A empresa é a única no Brasil certificada pela Apple nesta categoria.

Ao IT Forum, Wagner Alledo, diretor geral da iPlace, afirmou que a companhia criou um time composto por 15 profissionais, incluindo técnicos e engenheiros de serviço, para suportar a expansão desta oferta. A companhia não abre os números sobre seu investimento na nova estratégia, no entanto.

Leia também: Como a Apple ajudará a TI a gerenciar lojas de aplicativos de terceiros?

Apesar do mercado voltado para consumidores finais ser o mais rentável para a iPlace – que tem 144 lojas no Brasil e unidades também no Uruguai –, o braço corporativo da companhia é visto como aquele de maior potencial de crescimento. As negociações dessa vertente, explica Alledo, são de maior valor agregado.

“Uma coisa é fazer a venda do produto. Mas começamos a perceber que se tivéssemos uma camada de serviços mais robusta, faríamos mais negócios e abriríamos espaço em empresas que nunca pensaram em utilizar Mac ou que achavam muito difícil transpor essa barreira”, explicou o executivo ao IT Forum. “Na composição do todo, os serviços corporativos têm um papel super importante que ajuda inclusive o ecossistema a funcionar melhor”.

Segundo o executivo, em 2022, o segmento corporativo da iPlace dobrou o volume de vendas em relação ao ano anterior – a companhia, de capital fechado, não abre o valor exato obtido no período, no entanto. Para 2023, Alledo se diz “otimista” com as prospecções futuras, apesar de reconhecer o momento desafiador do mercado global de computadores.

“Esse ano está sendo um ano muito delicado”, disse. “No corporativo, eu vejo muita indecisão das empresas por falta de visibilidade do que vem pela frente. As empresas estão segurando os investimentos e comprando o que não pode faltar.”

Veja também: Vision Pro: Apple apresenta óculos de realidade aumentada

Segundo dados do IDC, os envios globais de computadores no primeiro trimestre deste ano foram de 56,9 milhões, uma contração de 29% em relação ao primeiro trimestre de 2022. Demanda fraca, excesso de estoque e piora do clima macroeconômico foram fatores que contribuíram para a queda.

O segmento corporativo é visto como uma oportunidade não apenas pela iPlace, mas pela própria Apple. Assim como o restante do mercado global de computadores, a companhia tem enfrentado desafios e uma desaceleração nas vendas.

No segundo trimestre fiscal deste ano, a companhia anunciou uma receita de US$ 7,2 bilhões da divisão de Macs. O resultado representou uma redução de 31% em relação ao mesmo período do ano anterior e o pior resultado em receita desde 2020.

Em uma conversa com analistas, Tim Cook, CEO da Apple, sinalizou que o mercado corporativo é um dos focos da empresa e vem crescendo – especialmente entre empresas que permitem aos seus funcionários escolherem quais dispositivos querem utilizar.

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Published by
Rafael Romer
Tags: appleiPlace
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