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Mais de 70% dos brasileiros das gerações Z e millenials usam IA generativa no trabalho

Imagem: Shutterstock

Setenta porcento dos profissionais brasileiros na chamada “geração Z” (nascidos entre 1995 e 2010) e 72% dos “millenials” (entre 1980 e 1995) usam inteligência artificial generativa no trabalho. Criação de conteúdo (42% Gen Z e 43% millenials) e de estratégias (42% e 44%), análise de dados (41% e 44%), design (39% e 38%) e gestão de projetos (34% e 44%) são as principais atividades declaradas por eles.

Os dados fazem parte da 14ª edição da pesquisa global anual Gen Z and Millennials 2025, da Deloitte. Participaram 23.482 pessoas de 44 países, ouvidas entre outubro e dezembro de 2024. No Brasil, foram 817 entrevistados, 510 da gen Z e 307 millenials.

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Leia mais: IA pode reduzir produtividade de desenvolvedores de software, revela estudo

Quase três em cada dez (29%) dos entrevistados da gen Z e dos millenials no País dizem que já realizaram algum tipo de treinamento sobre IA generativa. A capacitação está no radar de 45% da gen Z e 47% dos millenials, que planejam concluir algum tipo de treinamento até o fim de 2025.

Os respondentes tem tanto percepções positivas da tecnologia quanto preocupações. Para 89% da gen Z e 88% dos millenials, o uso da IA traz equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Para 92% e 90% (respectivamente), a utilização impulsionou entregas no trabalho. Por outro lado, 61% e 58% manifestam preocupação de que a IA generativa elimine profissões no futuro.

Papel do empregador no aprendizado

Na pesquisa, 77% e 79% no Brasil disseram estar desenvolvendo habilidades em IA para alavancar as próprias carreiras ao menos uma vez por semana. Dentre as ferramentas apontadas como as mais relevantes estão programas de treinamentos profissionais (91% e 92%), experiências obtidas no dia a dia do trabalho (95% e 96%), treinamentos online (92% para ambos), mentoria de profissionais mais experientes (91% e 92%), feedbacks e avaliações de performance (91% e 93%).

“Vivemos tempos de amplas atribuições para essas gerações no ambiente corporativo, com a valorização de aspectos da cultura organizacional, da capacidade de lidar com a tecnologia, inovar e ser resiliente. Há um acesso maior à informação, automotivação e clareza quanto ao impacto do ‘lifelong learning’ para a abertura de oportunidades, fortalecimento da imagem, crescimento profissional e alcance dos principais interesses de realização pessoal e enquanto sociedade”, diz em comunicado Marcos Olliver, sócio-líder de pessoas e propósito da Deloitte.

Segundo a pesquisa, parte dos entrevistados (35% e 39%) espera que os empregadores apoiem o aprendizado e o desenvolvimento com programas internos e concessão de tempo durante a jornada de trabalho para dedicação aos treinamentos. O acesso a plataformas de aprendizado foi citado por 26% na gen Z e 22% entre os millenials, e a integração das metas de aprendizado com as metas profissionais por 22% de ambas as gerações.

Para 94% dos entrevistados da gen Z e dos millenials no Brasil, o senso de propósito é importante para a satisfação e bem-estar no trabalho. Além dos conhecimentos técnicos, os profissionais de ambas as gerações valorizam habilidades comportamentais e interpessoais, traços de personalidade, capacidade de relacionamento, inteligência emocional, entre outras que facilitam resultados individuais e coletivos.

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Redação
Tags: capacitaçãodeloitteGeração ZIA generativaMillenials
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