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Edge Computing: na contramão da cloud?

19.02.18_Executivos da Oi_©Paula Johas_F3

Muito tem se falado de Edge Computing como uma nova tendência, como o futuro da topologia de infraestrutura de diversas aplicações, mas, afinal, isso é a evolução da cloud? Estamos indo na direção contrária depois de todos os benefícios que o modelo tradicional de cloud nos trouxe?

Em primeiro lugar, vamos esclarecer o que é de fato Edge Computing. Como a tradução diz edge de limite, aqui o mais apropriado seria borda, ou seja, computação de borda ou algo similar. Trata-se do modelo de trazer a capacidade computacional para as bordas ou limites do cliente e/ou do local da aplicação.

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Como exemplo, uma empresa varejista que monitora as suas lojas entendendo os comportamentos dos consumidores que por elas passam. Por onde circulam mais, que produtos buscam, quanto tempo permanecem na loja, quais os perfis, que fatores externos mais influenciam – sol, chuva, calor, frio, nível de ruído etc. Quanto maior a granularidade da informação, maior a quantidade de dados processados e mais perto tende estar os recursos computacionais.

Alguns usam o termo “Fog Computing” fazendo uma comparação mais direta com a cloud: nuvem x neblina. De fato, tem um pouco disso, pois no modelo de cloud o processamento está mais distante (na nuvem) e no modelo de Edge o processamento está mais próximo (na neblina). Agora por que trazer o processamento mais para perto do local da aplicação se durante todos esses últimos anos fizemos exatamente o contrário?

Bom, não é uma questão de ir na contramão, mas sim de adaptação. As soluções de TI, cada vez mais, acompanham as necessidades do negócio. Você não pode ficar preso a uma arquitetura e se virar para “encaixar” suas aplicações nela. É justamente ao contrário. Então o que tem demandado trazer os recursos computacionais para mais perto?

Podem existir mais de um motivador, mas o maior movimento é o da internet das coisas No mundo das coisas conectadas, é crescente a necessidade de análise de dados, não é só espalhar sensores e devices e conectá-los. Por trás disso tudo foi aberta a maior corrida pela informação já vista. Surge daí uma série de outros temas do momento: analytics, big data, machine learning, inteligência artificial etc.

Se a TI criou o conceito da Tecnologia da Informação, agora, cada vez mais, é menos sobre tecnologia e mais sobre informação. Todos querem mais e mais informações com análise de dados, a todo tempo, de qualquer lugar. O modelo de cloud computing permitiu esse movimento, não restam dúvidas, mas ele será capaz de sustentá-lo? Progressivamente: análise de dados, algoritmos, insights, relatórios, dashboards, mensagens, info, info e mais info. E haja nuvem para processar isso tudo e conectividade para transmitir com uma latência aceitável.

Edge Computing não veio para substituir o modelo de cloud. Veio para complementar. Se a cloud viabilizou diversas aplicações, o Edge veio para viabilizar diversas informações. Na era da informação, a busca por informações sobre o negócio criou o próprio Negócio da Informação.

*Leonardo Menezes é gerente de Produtos e Ofertas TI Corporativo da Oi

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Redação
Tags: edge computingOi
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