Raspberry PI 4 ele veio para revolucionar?

Vale a pena comprar um Raspberry Pi 4? Fizemos uma pequena análise de suas vantagens e desvantagens!

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Raspyberry PI do 3 ao 4
Raspyberry PI do 3 ao 4 — Foto: Mauricio Ramos

Há duas semanas, a Raspberry Fundation em UK, anunciou a lançamento do novo minicomputador, o Raspberry PI 4, frustrando de certa forma a esperança de vários usuários e amantes da fantástica plaquinha!

Digo frustrando, pois no lançamento anterior o Raspberry Pi 3B, a fundação havia anunciado que a tecnologia atual da placa havia se esgotado, podendo o usuário aguardar algo totalmente novo, o que não se concretizou no Raspberry Pi4!

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Trata-se, na verdade, de uma melhora em certos aspectos ao seu antecessor o PI 3B. O público Maker em geral sentia falta da possibilidade ligar a plaquinha em mais de um monitor. Isso foi solucionado com a inclusão de 2 portas HDMI, com suporte a 4K a 60 fps, que elevam inclusive sua resolução.

O processador é melhor do que o PI 3B, a placa de rede Gigabit Ethernet, também é outro ponto positivo. Outro ponto forte é sua memória, ele tem versões de até 4 GB de RAM. Também foram adicionadas 2 portas USB 3.0.

O preço, varia de acordo com a memória, entre US$ 35 e US$ 55 (aproximadamente R$ 130 e R$ 210).

Sendo assim, você entende porque a frustração com esse lançamento para quem esperava um novo mundo de possibilidades?

O grande problema não é este, mas sim a falha em seu projeto!

Para entender: na Raspberry Pi 4 foi implantada a nova porta USB-C, que já equipa os celulares mais modernos.

O USB-C traz consigo um aumento de desempenho considerável que o torna o substituto ideal para todas as conexões. Isso porque ele transfere dados a até 10 Gbps, o suficiente para transmitir vídeos em 4K para monitores externos ou rodar discos SSD com eficiência máxima – o USB 3.0 só é capaz de alcançar cerca de 80% a capacidade dos discos de estado sólido.

O novo USB também é sinônimo de potência, já que é capaz de transferir até 100 W para recarregar baterias de equipamentos mais robustos. Lógico que isso não deve se aplicar Raspberry Pi 4, já que essa porta servirá mais como fonte de energia para seu funcionamento!

A falha ocorre aí, o conector USB-C do Raspberry Pi 4 foi projetado com um único resistor, conectado a dois pinos CC, quando o ideal seria que cada um deles tivesse seu próprio resistor.

Isso faz, o sistema ler incorretamente os cabos USB-C e-marked, conhecidos como cabos inteligentes, que têm chips para regular o fornecimento de energia, e os identifica como um acessório de áudio, impedindo-os de funcionar como fontes ou carregador.

Eben Upton, cofundador da Raspberry Pi, admitiu o problema ao TechRepublic e afirmou que uma nova revisão do Pi 4 deverá ser esperada futuramente, quando o problema for resolvido.

Ele alegou que isso pode ter ocorrido por erro da equipe, ao utilizar apenas os cabos deles nos testes, e não uma variedade de modelos como deveríamos esperar!

Assim, os usuários devem utilizar cabos USB-C que não sejam do tipo e-marked ou o próprio carregador original do Raspberry Pi 4 para fornecer carga ao dispositivo.

Tentei comprar um exemplar para teste, para chegar ao Brasil o custo chega a U$ 200,00, cerca de R$ 980,00 sem impostos! Isso devido ao custo do frete, que de UK para o Brasil é de U$ 150,00!

Teremos que esperar até que a “ponte” seja feita pela China, onde existe uma fábrica autorizada: a Element14. Com os subsídios do governo chinês o preço deve voltar próximo aos U$ 55,00 sem os impostos!

Enquanto isso, para você que ainda não ouviu falar desta pequena e maravilhosa plaquinha, de uma olhada em nosso post: “Framboesa o Minicomputador Maker”, e nos acompanhem para saber mais novidades do mundo Maker!

 

Sobre o Autor

Mauricio é maker, sócio proprietário da MultiSchool e sócio da CIA DOG PETSHOP. O especialista possui formação em Tecnologia da informação, criador da StartUP Robótica Infantil Multschool, Palestrante, CPBR11, Geek Week, Maker Fest, etc. Além disso, conta com 21 anos de experiência no mundo acadêmic

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