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Características gerais
Superado o “susto”, logo ao ligá-lo percebo que ele utiliza uma interface muito
limpa, até despojada. Pode-se se dizer que até menos enfeitada ou sofisticada
quando comparada a outros smartphones do mercado. Isso tem explicação. Seu
fabricante optou por usar uma versão do Android 100% pura, sem customizações da
interface, sem penduricalhos visuais. Citando nomes, fabricantes como Asus,
Samsung, LG, etc. desenvolvem muitos refinamentos visuais, temas, efeitos com
movimentos visando diferenciar a experiência em seus aparelhos. Isso é bem
legal e até presta bom serviços. Mas tem o outro lado da moeda.
Uma interface mais rebuscada pode vir a conter “bugs”, pode gerar mais consumo
de energia (por conta de efeitos visuais e sonoros). Além disso toda vez que
existe uma atualização de versão do Android os fabricantes que customizam sua
versão do sistema operacional devem no mínimo testar ou até mesmo reescrever
estas customizações e por isso raramente disponibilizam atualização
rapidamente. O Quantum tem capacidade de potencialmente receber atualizações do
Android quase que imediatamente. É ótimo ter um smartphone com a “cara
bonitinha”, mas ser “clean” também tem suas vantagens.
O Quantum tem espaço para 2 chips que são acessados por uma pequena gavetinha
na lateral do aparelho. Acho isso mais prático do que ter que tirar a tampa do smartphone.
Da mesma forma uma mini gaveta na outra lateral pode hospedar o cartão de memória
microSD.
Seu WiFi é do tipo B/G/N e portanto não trabalha com APs de 5 Ghz, os mais
novos e mais rápidos (padrões “a” e “ac”). Isso é uma pena, pois conectar-se a
APs de 5 Ghz conferem maior velocidade de acesso. Há certo preciosismo nesta
minha crítica, pois tudo que precisei usar com seu WiFi foi rápido e fluente.
Acompanha o Quantum um pequeno “dongle”, uma engenhoca que funciona como antena
de TV digital. Há em São Paulo cerca de 15 a 20 canais abertos que podem ser
captados. A resolução é 320×200 (padrão 1-SEG) que é adequada para uma tela
pequena, com qualidade mediana. Uma atualização futura para padrão Full-SEG é
desejável (HD). É bem interessante e versátil ter uma TV aberta literalmente no
nosso bolso.
Duração da bateria
Eu costumo fazer um teste muito minucioso, extenso, muitos dias (pelo menos 20
ou 30). Assim tenho testado smartphones. O teste da bateria do Quantum precisou
ser um pouco abreviado porque tive que iniciar testes com outros dispositivos,
mas segui usando o Quantum no dia a dia, não em regime integral (mais detalhes
adiante).
Detalhista que sou ainda estou tentando descobrir um modelo matemático que
associe tempo de uso de GPS, tempo de tela ligada (sendo exibida) e tempo de
uso com os principais aplicativos com a duração da bateria. Ainda não cheguei
lá dessa vez. Mas o Quantum me ajudou a trazer ainda mais dados.
Falei que o WAZE é fundamental para mim. Ao mesmo tempo este aplicativo é o
maior triturador de carga de baterias que existe. É o meu teste extremo. O
Quantum se usado 100% do tempo com o Waze o levaria a ter uma autonomia média
de 5 horas e 46 minutos. Falando de outra forma, cada 1% da carga da bateria é
drenada em 3 minutos e 35 segundos. Em termos de comparação, Asus
Zenfone 5 esgota sua bateria com WAZE em 2 horas e 37 minutos. Não testei
seu recente sucessor, o Zenfone Go 5, mas imagino que deve ter evoluído nessa
área.
O outro extremo do teste da bateria é a análise de “stand-by”, smartphone ligado todo o tempo, mas sem uso. Nesta situação o Go ficou 123 horas em funcionamento (5 dias e 3 horas). Isso pode não significar muita coisa, pois não é prático ter um smartphone ligado e não usá-lo. Mas adicionando o cenário do WAZE fica muito bem estabelecido o limite máximo e mínimo entre praticamente 6 horas e 123 horas a autonomia do Quantum Go, apenas dependendo da forma de uso. Observação importante. O teste de standby foi feito com a tela ligada em brilho mínimo. Se deixada desligada (cenário da figura abaixo) o Quantum ficaria mais de 10 dias em funcionamento!
Isso é mais do que suficiente para um dia de trabalho e uso em regime misto,
como descrito acima. Mas e se precisar fazer a carga da bateria? O Quantum GO
não dispõe do recurso “fast charge” como alguns smartphones já têm. Ele demora
cerca de 3 horas e meia para ser totalmente abastecido com energia. Um smartphone
com carga “rápida”, em 45 minutos, por exemplo, vai acrescentar perto de 65% de
carga enquanto o Quantum acrescenta perto de 24% de energia.
Especificações à parte, o que interessa para o consumidor é a praticidade e
a qualidade das fotos. O diminuto tamanho (espessura) do Quantum Go me sugeria
que a câmera não fosse lá essas coisas. Eu me enganei. Registra rapidamente a
foto e tem ótima sensibilidade. Em uma escala de 0 a 10, situando todos os
smartphones que já testei, a câmera do Quantum Go recebe uma menção entre 8.5 e
9. Não vai desapontar ninguém.
Fiz alguns registros em modo automático (o mais comum), em 13 MP. Vejam os
resultados e julgue por si mesmo.






Como eu testo muitos smartphones acaba sendo difícil eu dizer que tal
modelo é “o meu telefone”. Sou o rei do Google Play!! Vivo instalando e
reinstalando aplicativos em inúmeros dispositivos que sigo testando. Após ter avaliado
o Quantum Go ele teve um destino diferente de outros que recebi para testes.
Ele mesmo sem SIMCARD ganhou morada definitiva em meus bolsos. Pelo seu tamanho
e incrível leveza, ótima qualidade de fotos, boa navegação WiFi, ele virou meu
telefone de apoio. Fotos, gravação de som, entrevistas, análise de WiFi,
navegação em sites, rádio pela Internet, música… Acabo de testar o bom
Zenfone Selfie e estou neste momento testando o Samsung ON7. Mas o Go está
sempre comigo também. Ele conquistou este espaço comigo! Sem contar seu design
que me agradou muito!! Ele é muito elegante!!
Inicialmente a empresa estava realizando a venda somente por venda direta em
seu site www.meuquantum.com.br. Aliás neste
site existem vários acessários disponíveis como capas em várias cores,
adaptador veicular, carregadores, etc. O modelo que testei, 4G com 32 GB de
armazenamento custa R$ 899 (disponível nas cores Steel Gray e Frozen White). O
modelo 3G, com 16 GB de armazenamento custa R$ 699 (disponível nas cores Steel
Gray e Champagne Gold). Mas desde o começo de novembro ele também pode ser
encontrado em diversos pontos de
vendas como Extra, Submarino, Ponto Frio, Shoptime, Casas Bahia, etc. além
de Quiosques Quantum em alguns Shopping Centers no Brasil.
Na ocasião do lançamento seus idealizadores disseram ser este o primeiro modelo
de uma família que vai crescer. Estou muito curioso para ver o que estes
dedicados e visionários empresários brasileiros vão fazer dessa vez. Quem disse
que smartphone tem que ser apenas iPhone ou de origem coreana ou chinesa!