Inteligência artificial como aliada em projetos de telessaúde

Desbravando a Fronteira da Saúde Digital com o uso da Inteligência Artificial

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Imagem: Shutterstock
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Caros leitores, estou de volta para trazer algumas possibilidades do uso da Telemedicina junto ao assunto do momento que é a Inteligência Artificial, lembrando que ela  tem o potencial de melhorar significativamente a telemedicina, tornando-a mais precisa, eficiente e acessível. À medida que a tecnologia continua a evoluir, a colaboração entre médicos e sistemas de IA pode melhorar os resultados de saúde e a experiência do paciente.

Mas antes de entrarmos em seus beneficios, é importante entedermos o conceito e o uso da telemedicina que é uma é uma categoria dentro da telessaúde. Podemos dizer, portanto, que a telessaúde é um termo mais abrangente.

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A Telessaúde, como componente da Estratégia de Saúde Digital para o Brasil, tem como finalidade a expansão e melhoria da rede de serviços de saúde, sobretudo da Atenção Primária à Saúde (APS), e sua interação com os demais níveis de atenção fortalecendo as Redes de Atenção à Saúde (RAS) do SUS.

Após a publicação do Decreto nº 9795, de 17 maio de 2019 o Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Saúde Digital, estabelecerá as Diretrizes para a Telessaúde no Brasil, no âmbito do SUS:

Transpor barreiras socioeconômicas, culturais e, sobretudo, geográficas, para que os serviços e as informações em saúde cheguem a toda população;

Maior satisfação do usuário, maior qualidade do cuidado e menor custo para o SUS;

Atender aos princípios básicos de qualidade dos cuidados de saúde: segura, oportuna, efetiva, eficiente, equitativa e centrada no paciente;

Reduzir filas de espera;

Reduzir tempo para atendimentos ou diagnósticos especializados;

Evitar os deslocamentos desnecessários de pacientes e profissionais de saúde.

fonte:https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/seidigi/saude-digital/telessaude/telessaude

Uma vez sabendo sobre sua abragência e seus prinicpios ,  podemos descrever alguns serviços de telessaúde que abrangem uma ampla gama de atividades e funcionalidades destinadas a fornecer assistência médica e de saúde à distância, usando tecnologia de comunicação e informação.

Teleconsulta (Telemedicina): Envolve consultas médicas realizadas remotamente por meio de videoconferência, telefonemas, chat online ou outras formas de comunicação digital. Isso permite que pacientes e médicos se conectem sem a necessidade de estar fisicamente no mesmo local.

Telemonitoramento: O monitoramento remoto de pacientes é realizado usando dispositivos médicos conectados à Internet, como monitores de pressão arterial, glicose ou ECG. Esses dispositivos coletam dados em tempo real que são transmitidos aos profissionais de saúde para análise e intervenção, se necessário.

Telediagnóstico: É o uso da telemedicina para apoiar o diagnóstico médico. Isso pode incluir a interpretação de imagens médicas, como radiografias, exames de imagem por ressonância magnética (RM) ou tomografias computadorizadas (TC), por especialistas à distância.

Telecirurgia (Cirurgia Robótica): Envolve a realização de cirurgias assistidas por robôs, com um cirurgião controlando remotamente um robô cirúrgico de alta precisão. Essa técnica é usada principalmente em cirurgias minimamente invasivas e pode permitir que especialistas participem de procedimentos em locais distantes.

Teleconsulta Especializada: Permite que pacientes em áreas remotas ou com acesso limitado a especialistas médicos se consultem com especialistas em diversas áreas da medicina, incluindo cardiologia, oncologia, neurologia, entre outros.

Telemedicina em Emergências: Permite que médicos em áreas remotas ou situações de emergência obtenham orientações e apoio de especialistas em centros médicos mais avançados.

Teletriagem e Consultoria Médica: É usado em serviços de triagem médica, onde enfermeiros ou outros profissionais de saúde avaliam pacientes remotamente e determinam o nível de cuidado necessário.

A  IA pode ser treinada para analisar imagens médicas, como radiografias, tomografias e ressonâncias magnéticas, para identificar anomalias e ajudar os médicos a fazer diagnósticos mais precisos, e isso é particularmente valioso em áreas como a radiologia. Outra possibilidade é de processar grandes volumes de dados médicos, incluindo históricos médicos, registros de saúde eletrônicos e dados de monitoramento de pacientes, permitindo que os médicos identifiquem tendências, façam previsões e tomem decisões mais informadas sobre o tratamento.

O uso de chatbots e assistentes virtuais baseados em IA podem ser usados para realizar triagem preliminar de pacientes, coletar informações sobre sintomas e direcionar os pacientes para os serviços de saúde apropriados. Isso ajuda a aliviar a carga de trabalho dos profissionais de saúde.Podem fornecer informações de saúde personalizadas aos pacientes, ajudando-os a entender suas condições e tratamentos, fazer lembretes de medicamentos e fornecer suporte emocional.

Não podemos esquecer dos dispositivos médicos conectados à Internet e sensores podem coletar dados em tempo real sobre os pacientes. A IA pode analisar esses dados para detectar mudanças sutis nos sinais vitais dos pacientes, permitindo intervenções precoces quando necessário.

Pode ser usada para traduzir rapidamente entre idiomas, facilitando a comunicação entre pacientes e médicos que falam diferentes idiomas.

A IA pode ajudar a identificar interações medicamentosas potencialmente perigosas e erros de dosagem, reduzindo os riscos associados à prescrição de medicamentos.

A IA pode ser usada para desenvolver programas de treinamento médico, simulações e modelos de aprendizado de máquina que ajudam os profissionais de saúde a aprimorar suas habilidades diagnósticas e terapêuticas.

A IA pode ajudar na otimização da agenda de médicos, na alocação de recursos hospitalares e na previsão da demanda por serviços de saúde, garantindo um uso mais eficiente dos recursos disponíveis.

A IA pode desempenhar um papel fundamental na segurança de dados de pacientes, ajudando a identificar ameaças cibernéticas e garantindo que as informações médicas permaneçam confidenciais.

Enfim,  a integração da IA na telemedicina oferece muitas oportunidades, mas também traz desafios significativos. Os cuidados com a Privacidade e Segurança de Dados,Responsabilidade Médica,Viés e Equidade,Treinamento de Algoritmos,Regulamentação e Conformidade,Aceitação pelo Paciente,Treinamento e Educação,Monitoramento e Avaliação Contínuos,Transparência e Ética, são essenciais para garantir que a telemedicina com IA seja segura, eficaz e ética, proporcionando benefícios tanto para profissionais de saúde quanto para pacientes.

Sobre o Autor

Francisco Arce é casado com a Denise e pai da Rafaela e do Gabriel.

Formado em Tecnologia em Processamento de Dados pela UniNorte-AM
É mestre em Informática em Saúde pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Especialista em Informática em Saúde pelo Sírio-Libanês
Especialista em Processo e ferramentas gerenciais pela HAOC
MBA em Gestão de Projetos pela FGV,
Foi subsecretário de Tecnologia da Informação na Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas.

Atualmente atua como Head de Tecnologia e Inovação no Instituto de Inovação e Desenvolvimento Sustentável-IDS trabalhando com vários projetos e dentre eles os de saúde digital.
É Embaixador da Associação Brasileira de Startups de Saúde no Amazonas

Faz parte das seguintes associações:
ABTms – Associação Brasileira de Telemedicina e Telessaúde
ABINC – Associação Brasileira de Internet das Coisas
I2AI Associação Internacional de Inteligência Artificial
ANPPD – Associação Nacional dos Profissionais de Privacidade de Dados
AATEC-Associação Amazonense dos Profissionais Tecnologia e Inovação

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