IA, cibersegurança e escassez de talentos: a agenda tecnológica que redefine a liderança até 2035

Até 2035, tecnologia e talentos se tornam indissociáveis para sustentar inovação e competitividade

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Imagem: Shutterstock
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*por Mario Custódio

A próxima década colocará a tecnologia no epicentro das decisões corporativas. Segundo estudo recente da Robert Half, focado em C-Level e investidores de private equity, o sucesso da alta liderança até 2035 estará diretamente ligado à capacidade de integrar Inteligência Artificial (IA), cibersegurança e automação às estratégias de negócio, ao mesmo tempo em que se enfrenta a crescente escassez de talentos especializados. Para executivos e investidores, a convergência entre tecnologia e capital humano deixa de ser tendência e passa a ser pré-requisito competitivo.

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Em um ambiente marcado pela aceleração digital e pela concorrência com empresas nativas digitais, garantir uma infraestrutura de TI capaz de sustentar inovação, performance e segurança aparece como o principal desafio estratégico. Paralelamente, cresce a pressão para atrair, desenvolver e reter profissionais com habilidades críticas em tecnologia, dados e segurança da informação.

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Tecnologia como vetor central da estratégia

O levantamento mostra que a transformação digital não será apenas incremental, mas exigirá decisões estruturais que impactam modelos de negócio, arquitetura tecnológica e governança. Nesse contexto, os principais desafios apontados pelos executivos até 2035 serão: 

  • Infraestrutura de TI para atender às expectativas de desempenho e concorrentes “nativos digitais” (41%)
  • Adoção de tecnologias que exigem novas habilidades (36%)
  • Capacidade de atrair, desenvolver e reter os melhores talentos (34%)
  • Mudanças no comportamento do consumidor (33%)
  • Manter o ritmo da inovação para se manter competitivo (33%)

Além da tecnologia em si, fatores como instabilidade macroeconômica, mudanças no comportamento do consumidor e novas expectativas das diferentes gerações ampliam a complexidade da gestão. Para sustentar o crescimento e engajamento diante de novos contextos, líderes precisarão alinhar inovação, dados e cultura organizacional.

O novo papel do líder em um ambiente orientado por dados

Apesar do avanço tecnológico, é importante frisar que a liderança humana segue indispensável. Desde já, executivos do futuro precisarão atuar como tradutores entre tecnologia e estratégia, garantindo decisões éticas, visão de longo prazo e alinhamento entre dados, pessoas e objetivos de negócio. Diante dos novos desafios, top 5 ações necessárias para esses profissionais dentro de suas empresas são: 

  • Desenvolver habilidades da força de trabalho para o futuro (47%)
  • Estabelecer diretrizes éticas claras para adoção de tecnologia (44%)
  • Reforçar a gestão de riscos (43%)
  • Construir capacidade e resiliência de liderança (40%)
  • Acelerar ciclos de inovação e atualizações tecnológicas (39%)

As empresas e líderes que começam a se preparar hoje terão uma vantagem competitiva significativa na próxima década. Diante de um cenário de rápidas transformações, ao antecipar tendências, líderes e investidores podem construir times de alta performance e garantir que as estratégias de talento estejam no centro da agenda corporativa.

*Mario Custódio é diretor de recrutamento executivo na Robert Half

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Sobre o Autor

A Robert Half é a primeira e maior empresa de recrutamento especializado no mundo, selecionando profissionais para vagas permanentes e por projetos.

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