Hackers do bem e o preconceito no Brasil

Um hacker do bem pensa no bem bem, mas também sabe como funciona a mente de quem pratica o mal.

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Man installing software in laptop in dark at night. Hacker loading illegal program or guy downloading files. Cyber security, piracy or virus concept.
Man installing software in laptop in dark at night. Hacker loading illegal program or guy downloading files. Cyber security, piracy or virus concept. — Foto: Shutterstock

Assumir o posto de hacker do bem, pressupõe pensar no bem, mas saber como funciona a mente de quem pratica o mal. E, a partir daí, buscar criar correções para o bem.

Esse olhar é fundamental para proteger a empresa continuamente, seja durante o teste de invasão na função de atacar e defender, seja ao longo do mês, diariamente. Já discuti em inúmeros painéis teorias,mas, onde fica à prática? Quem melhor que um garoto com força de vontade de se “criar” hacker por mérito?

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Sim, o mercado tem especialistas de segurança, porém precisamos dos denominados  hackers também. As empresas infelizmente não entendem essa importância e não fazem investimento na área de segurança. Muitos dirigentes também não têm ideia da magnitude de uma invasão e até uma exposição do nome da empresa. Enxergam como custo e não um investimento.

Já vi casos em que é possível rodar um vírus indetectável dentro de um arquivo em PDF. Custo? 20mil dólares, comércio? Índia. Apenas um “hacker” vai entender isso e poder evitar. A lógica do pensamento é muito
simples, o hacker vem do submundo e se antecipa ao ataque antes de acontecer. Uma prática natural em muitos países, porém preconceituosa no Brasil.

Sobre o Autor

Daniel Nascimento é um empresário, consultor de segurança digital e ex-hacker, tendo sido já considerado um dos maiores hackers do Brasil. Tem sua vida biografada no livro DN PONTOCOM. CEO e fundador da empresa DNPontocom.

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