Como a tecnologia ajudou na evolução do RH nesta década

No decorrer dos anos, o RH assumiu cada vez mais o protagonismo na estratégia das empresas;

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Business team working at office desk with laptops and financial reports, flat lay
Business team working at office desk with laptops and financial reports, flat lay

Ao iniciarmos esta década, em 2011, era possível identificar movimentações internas, de pequenas e médias empresas, que queriam transformar o Departamento Pessoal em uma grande área de Recursos Humanos, assim como as grandes já haviam adotado. Mas seria isso possível de acontecer? Para os mais céticos, a resposta é sim! Ao observarmos o último ano da década, é possível afirmar que o departamento de RH tem assumido cada vez mais o protagonismo na estratégia das empresas. E com a ajuda da tecnologia, profissionais ficaram mais ágeis. 

Mas o que isso quer dizer? Que o Recursos Humanos virou um Recursos Digital? Com certeza isso está longe de acontecer. Com a disrupção tecnológica, o uso de ferramentas atreladas ao trabalho tem sido um “importante segredo” para que empresas passem a tratar com maior agilidade os seus processos.

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Hoje, o assunto da vez é Inteligência Artificial (IA), que por meio dos autobots e algoritmos permite que candidatos a preenchimento de vagas tenham seus perfis, nas redes sociais, analisados e avaliados por  plataformas específicas em questões de segundos, facilitando o processo seletivo. De acordo com uma pesquisa recente da Deloitte, cerca de 33% das empresas no mundo já aplicam a IA no RH. Foram entrevistados mais de 10 mil gestores. 

Do outro lado, também é possível ver que o perfil dos candidatos tem mudado na última década. Finalmente, empresas começaram a entender que ao descomplicar processos, as chances de encontrar talentos aumenta. De acordo com a pesquisa HR Thinking 2019, 61% dos candidatos desistem de participar de processos seletivos por conta da burocracia, enquanto 55% deles deram nota 9 ou 10 por inscrições feitas por meio de chatbot.

E o que o futuro reserva para o RH nos próximos anos? Esse é outro “importante segredo”. A expectativa é de que se posicione como um RH ágil, atuando como líder educador, com o propósito de que cada área assuma o protagonismo no que se refere ao desenvolvimento de pessoas. Se, por exemplo, a empresa ainda tem uma avaliação de desempenho, a obrigação não é do RH em cobrar e fazer acontecer. Ele funciona como facilitador para que os gestores de cada área assumam o seu papel enquanto líder de um time e responsável por seu desenvolvimento. Hoje, muitas empresas deixam de adotar a prática de “avaliação”, com o foco na prática constante de feedbacks enquanto ferramenta de desenvolvimento humano de maneira constante e espontânea no dia a dia, o que é o ideal, quando o RH é também facilitador, atuando de maneira cada vez mais estratégica. 

A tecnologia fundamental nesse movimento se refere ao desenvolvimento de soft skills dos colaboradores, o que possibilita uma gestão cada vez mais horizontal e de protagonismos entre todos os profissionais que fazem parte da organização, quando o RH ágil deve atuar de maneira inspiradora também. Isso ocorre por entendermos que vivemos hoje em um mundo cada vez mais tech e cada vez mais touch. É a década da “inteligência artificial” alinhada com a “inteligência emocional”. 

 

*Por Susanne Anjos Andrade, autora dos Best-Sellers “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil”, lançado pela Editora Gente, “O Segredo do Sucesso é Ser Humano”, e do livro digital “A Magia da Simplicidade”. É coach, palestrante e professora de cursos de MBA pela Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP) em disciplinas sobre carreira, coaching, liderança e transformação digital focado em pessoas. Também é sócia-diretora da A&B Consultoria e Desenvolvimento Humano, empresa que criou o “Modelo Ágil Comportamental”.

Sobre o Autor

Autora dos Best-Sellers “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil”, recém-lançado pela Editora Gente, “O Segredo do Sucesso é Ser Humano”, e do livro digital “A Magia da Simplicidade”.Coach, palestrante e professora de cursos de MBA pela Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP) em disci

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