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Pela primeira vez na história da realização dos jogos as competições serão
realizadas em 4 regiões diferentes. São 2 parques olímpicos (Barra da Tijuca e
Deodoro), mais o estádio João Avelange (Engenhão), que será o estádio olímpico
(competições de atletismo) e o famoso Maracanã, palco da abertura e
encerramento dos jogos. Portanto são desafios em múltiplas frentes! Para
organizar, implementar e gerenciar isso tudo foram criados 588 subprojetos de
tecnologia para suprir as necessidades da olimpíada!! Incrível!!
Estive a convite da CISCO conhecendo (ao menos uma parte) da infraestrutura e
recursos de comunicação que estão sendo preparados para os jogos. Tentem por um
minuto imaginar a imensa necessidade de comunicação, que deve ser nada menos
que perfeita, por trás de tudo isso. A Cisco está envolvida nos recursos para
uso da própria organização. Isso consiste de todo o fluxo de resultados em
tempo real, áudio, imagens, segurança e tantas outras necessidades.
Citar muitos números pode ser por vezes enfadonho, mas não tem outra forma de
eu mostrar minha admiração. Serão mais de 5000 horas de transmissão ao vivo de
competições que contará com 4.8 bilhões de espectadores. Para suportar isso tudo a CISCO está
instalando mais de 100.000 portas de rede (LAN), quase 8.000 access points WiFi
(em Londres foram 1000), 150 dispositivos de segurança (Firwall, IPS, etc.) e
cerca de 550 servidores corporativos. Relembrando que estes números dizem
respeito APENAS àquilo que será usado pela organização (não inclui demanda direta
de espectadores)!!!!
Tudo fica ainda mais grandioso quando se sabe que toda a infraestrutura é
totalmente nova. Nada do que foi usado na Olimpíada de Londres será
aproveitado. Aliás, a previsão é que os números observados em Londres sejam
incrivelmente superados, tanto da organização como do uso mundial destes
recursos. Citando mais alguns números:
Fala-se muito do legado dos jogos olímpicos. Em vários planos. Muitas obras de
mobilidade urbana, revitalização da área portuária, praças esportivas, etc., mas
da mesma forma, a tecnologia também deixa seu legado. Cisco declarou que não
teria apoiado os jogos se fosse apenas um evento esportivo. É mais do que isso.
Muitas parcerias foram costuradas em nome dos interesses da cidade com vários
fornecedores e a Cisco está presente em alguma iniciativas muito importantes e
interessantes.
Inovação Social – Naves do Conhecimento
É uma iniciativa do governo do Rio que teve sua concepção em 2010 e começou a
virar realidade em 2012. Trata-se algo que transcende a inclusão digital, pois
em um local especialmente projetado, existem várias formas de interação com a
tecnologia proporcionando experiência, aprendizado e acesso à informação. Estes locais foram escolhidos na cidade
propositalmente onde o índice de desenvolvimento humano (IDH) fossem os mais
baixos, visando trazer melhoras sensíveis para as respetivas comunidades.


Já faz algum tempo que a equipe olímpica brasileira, comandada pelo COB vem se
utilizando de recursos tecnológicos para melhorar sua comunicação, assimilação
de informações, análises e planejamento. A Cisco já fornecia a ferramenta Webex para viabilizar conferências remotas e
reuniões, que foi usada nos Jogos Pan-americanos em Toronto (2015). Uma central
de controle na sede de COB, no Rio, ficou conectada 24 horas com a Vila
Olímpica Pan-americana e cinco outras sedes.
Agora, em outubro de 2015 o COB lança Núcleo de Integração Olímpica em parceria
com a Cisco, utilizando tecnologia inovadora de colaboração. Apresentado por
seu presidente, Carlos Arthur Nuzman. Nuzman, que esteve na vanguarda desde o
final dos anos 70, quando revolucionou o voleibol no Brasil. Na época já usava
um imenso aparelho de vídeo cassete para registar, analisar e estudar jogos do
Brasil e dos adversários.
O sistema usado no Núcleo de Integração Olímpica COB é o Cisco TelePresence
IX5000 series é uma estação de colaboração imersiva de última geração, primeira
deste modelo a ser instalada no Brasil. A IX5000 possui três telas LCD de 70
polegadas, câmeras 4K de ultra definição e áudio com qualidade de cinema. Além
disso, não exige modificações na sala e requer metade do tempo de instalação e
metade do consumo de energia e da largura de banda, reduzindo o TCO e
agilizando a implantação.
O uso da tecnologia permite ao COB reduzir custos de viagem e, com esta
economia, incrementar os investimentos diretos na preparação dos atletas. Além
da otimização do tempo de gestores, atletas e equipes técnicas, outros benefícios
incluem a realização de treinamentos e palestras à distância e maior agilidade
e qualidade na interação com médicos, fisioterapeutas e até mesmo intérpretes –
já que muitas confederações possuem estrangeiros nas suas comissões técnicas.
O COB conta também com banco de dados com 76 anos de resultados para
fundamentar análises. É muito importante poder realizar reuniões após os jogos
ou competições entre os profissionais responsáveis. Dessa forma podem avaliar o
desempenho dos brasileiros, dos adversários, pontos fortes, fracos, evolução,
assuntos da fisiologia esportiva como tipo uso das fibras musculares (cada
atleta tem suas características. Assim programarão melhorias nos treinamentos,
ajudando a evitar lesões, visando melhores resultados.
Por meio dessa interação entre 29 federações olímpicas e atletas,
intensifica-se o uso de técnicos e outros sofisticados métodos de análise como
simulação Monte Carlo (técnica matemática que possibilita levar em conta o risco
em análises quantitativas e tomadas de decisão ) para estimar o desempenho dos
diferentes países e atletas (incluindo os brasileiros), ciência do esporte,
análise bioquímica, nutricional, preparação mental (psicologia e coaching) e
análise de movimentos (cinemática).
Inovação Urbana – Porto Maravilha
Mais umas das ações conjuntas da Cisco com a cidade do Rio de Janeiro está
relacionado com a melhoria do espaço urbano, mais diretamente ao projeto de
renovação da região portuária do Rio, projeto denominado de Porto Maravilha.
Mas essa renovação não consiste apenas na demolição do antigo elevado e
recuperação estética da região, é bem mais que isso. A propósito os espaços
gerados pelo novo modelo urbano estão sendo reutilizados muito rapidamente e
isso é mais um motivo para que ideias criativas auxiliem o melhor
aproveitamento destes recursos.
Também passarão por um programa profissional de aceleração de cinco meses que
incluirá o apoio e a mentoria de diversos parceiros da Cisco como Universidade
Estácio, Sebrae Rio de Janeiro, Liga Ventures e a aceleradora Plug And Play, do
Vale do Silício. Neste período será realizado um diagnóstico do modelo de negócio
e da proposta de valor, com o apoio de especialistas em marketing,
desenvolvimento de produto e formação de equipe. As startups também contarão
com a assessoria técnica do Centro de Inovação sobre a plataforma IoE que a
Cisco está implementando no Porto Maravilha, como parte de seu legado para a
cidade do Rio de Janeiro.
“O objetivo do Desafio foi incentivar o
ecossistema de inovação e o desenvolvimento de aplicações de software digital
em cima da plataforma tecnológica de Internet de Todas as Coisas que a Cisco
está implementando no Porto Maravilha. Os finalistas do Desafio Cisco mostraram
propostas que procuram formas diferentes, criativas e inovadoras de resolver
problemas do cotidiano de cidades grandes, como a mobilidade, a gestão de
serviços públicos, a melhoria dos transportes públicos e das telecomunicações”,
afirma Nina Lualdi, Diretora Sênior de Inovação para América Latina da Cisco.
Os projetos vencedores estão brevemente descritos abaixo:
Audio
Alerta: solução de
segurança de áreas internas e externas, capaz de monitorar, por meio de
sistemas de vídeo vigilância, o ambiente e identificar sons incomuns, inclusive
em locais com muito ruído. Gera alertas antes que o sinistros e atividades
suspeitas ocorram, podendo acionar as autoridades competentes. Otimiza o
investimento já feito por governos locais e estaduais em vídeo-monitoramento.
ViiBus:
consiste em ponto de ônibus inteligente para auxiliar pessoas com deficiência
visual na utilização dos sistemas de transportes urbanos. O projeto é a
integração de uma solução de hardware utilizando eletrônica embarcada para
comunicação entre deficientes visuais, ponto inteligente e ônibus, e uma
solução cloud para gerenciamento dos dados de uso.
São aplicações em áreas bastante diversas, mas que realmente fazem o uso da
tecnologia de forma a trazer benefícios para a cidade. Achei muito importante
esta iniciativa e espero que se repita mais vees. Mais detalhes sobre os
projetos, seus autores e informações adicionais podem ser obtidos no endereço http://www.desafiocisco.com.br .
Conclusão
É fato que a tecnologia pela tecnologia não tem grande significado. Apenas quando
aquilo se traduz em benefício efetivo, e neste caso em ganho que transcende o
aspecto técnico, que o real valor da iniciativa pode ser percebido. A Cisco tem
sido apoiadora dos jogos olímpicos há algum tempo (e vários países). Claro que
ela tem o interesse de levar sua marca, seu nome para todo o mundo. Ações como
as Naves do Conhecimento (em parceria com a cidade do Rio), do aprimoramento
sensível dos recursos de apoio do Time Brasil e também dos estímulos às
inovações no Porto Maravilha, vejo como essenciais para a construção do real
bem que a tecnologia pode trazer.
Cada um desses projetos deve seguir evoluindo por si mesmo. A Cisco, junto com
a cidade do Rio de Janeiro, plantaram sementes que já estão germinando. Cabe
agora manter vivos estes projetos e colher cada vez mais benefícios, com cada
um deles já andando por suas próprias pernas pelos anos que virão. A tecnologia
tem SIM o poder de transformação. Em vários níveis, econômico e social. Que a
Cisco siga com estas iniciativas no Brasil, no mundo, bem como outras empresas
de quilate equivalente, também sigam estes passos transformadores.