O mercado segue em expansão: 68% das empresas planejam ampliar equipes de tecnologia em 2026
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*por Cassio Andreoli
A transformação digital deixou de ser um projeto para se tornar a base das operações das empresas. Processos, dados, produtos e até modelos de negócio dependem hoje de ambientes tecnológicos complexos, distribuídos e cada vez mais conectados. Nesse cenário, uma competência vem se consolidando como prioridade absoluta para as organizações: a cibersegurança. Para se ter uma ideia, o estudo Identity Fraud Report 2025–2026 identificou um montante de 315 bilhões de tentativas de ofensivas no primeiro semestre, sendo 84% na América Latina.
Atentos ao mercado, uma sondagem recente da Robert Half com gestores de contratação em tecnologia no Brasil mostra um movimento importante diante desse cenário: 68% das empresas planejam aumentar as contratações no setor em 2026. Entre as habilidades técnicas mais valorizadas pelas empresas — ou seja, aquelas pelas quais estão dispostas a pagar salários mais competitivos — a cibersegurança aparece no topo da lista, tanto em pequenas e médias empresas quanto em grandes corporações.
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No estudo, o ranking se dá da seguinte forma:
A expansão da computação em nuvem, a integração de sistemas e o crescimento do volume de dados ampliaram significativamente a superfície de ataque das empresas. Ao mesmo tempo, a digitalização acelerada trouxe novos desafios regulatórios e de governança. Nesse contexto, proteger informações sensíveis, garantir a continuidade das operações e preservar a confiança de clientes e parceiros se tornaram responsabilidades estratégicas.
Não é por acaso que a cibersegurança passou a ocupar uma posição central na agenda executiva. Hoje, uma falha de segurança não representa apenas um problema técnico. Ela pode significar perda financeira, danos à reputação e interrupção de serviços críticos. O impacto potencial de incidentes cibernéticos transformou especialistas da área em profissionais cada vez mais valorizados.
Além do domínio técnico, especialistas em cibersegurança precisam compreender o funcionamento do negócio, antecipar riscos e colaborar com diferentes áreas da organização. Atuar nessa área exige um equilíbrio entre alta especialização técnica e competências comportamentais maduras, como comunicação clara e precisa, poder de argumentação, comprometimento e senso de dono. A proteção digital tornou-se uma atividade transversal, que exige visão estratégica e capacidade de diálogo com líderes de tecnologia, operações e governança.
À medida que empresas ampliam sua presença digital, a segurança deixa de ser apenas um requisito operacional e passa a ser um fator de competitividade. Organizações que conseguem proteger seus dados, sistemas e usuários criam bases mais sólidas para inovar, crescer e operar com confiança.
*Cassio Andreoli é Gerente de Negócios na Robert Half
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