Cibersegurança é a habilidade mais valorizada pelas empresas

O mercado segue em expansão: 68% das empresas planejam ampliar equipes de tecnologia em 2026

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Imagem: Shutterstock
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*por Cassio Andreoli

A transformação digital deixou de ser um projeto para se tornar a base das operações das empresas. Processos, dados, produtos e até modelos de negócio dependem hoje de ambientes tecnológicos complexos, distribuídos e cada vez mais conectados. Nesse cenário, uma competência vem se consolidando como prioridade absoluta para as organizações: a cibersegurança. Para se ter uma ideia, o estudo Identity Fraud Report 2025–2026 identificou um montante de 315 bilhões de tentativas de ofensivas no primeiro semestre, sendo 84% na América Latina.

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Atentos ao mercado, uma sondagem recente da Robert Half com gestores de contratação em tecnologia no Brasil mostra um movimento importante diante desse cenário: 68% das empresas planejam aumentar as contratações no setor em 2026. Entre as habilidades técnicas mais valorizadas pelas empresas — ou seja, aquelas pelas quais estão dispostas a pagar salários mais competitivos — a cibersegurança aparece no topo da lista, tanto em pequenas e médias empresas quanto em grandes corporações. 

Leia também: Compreensão e uso da tecnologia avançam entre as preocupações das lideranças para 2026

No estudo, o ranking se dá da seguinte forma:

Habilidades técnicas mais valorizadas

PMEs

  • Cibersegurança (47%)
  • Desenvolvimento de Software e Aplicações (43%)
  • Ciência de Dados e Gestão de Bancos de Dados (39%)
  • Habilidades Analíticas e de Pesquisa (39%)
  • Sistemas ERP / CMS (38%)

Grandes empresas

  • Cibersegurança (59%)
  • Inteligência de Negócios e Relatórios (53%)
  • Nuvem (49%)
  • Desenvolvimento de Software e Aplicações (48%)
  • Idiomas (46%)

A expansão da computação em nuvem, a integração de sistemas e o crescimento do volume de dados ampliaram significativamente a superfície de ataque das empresas. Ao mesmo tempo, a digitalização acelerada trouxe novos desafios regulatórios e de governança. Nesse contexto, proteger informações sensíveis, garantir a continuidade das operações e preservar a confiança de clientes e parceiros se tornaram responsabilidades estratégicas.

Não é por acaso que a cibersegurança passou a ocupar uma posição central na agenda executiva. Hoje, uma falha de segurança não representa apenas um problema técnico. Ela pode significar perda financeira, danos à reputação e interrupção de serviços críticos. O impacto potencial de incidentes cibernéticos transformou especialistas da área em profissionais cada vez mais valorizados.

Além do domínio técnico, especialistas em cibersegurança precisam compreender o funcionamento do negócio, antecipar riscos e colaborar com diferentes áreas da organização. Atuar nessa área exige um equilíbrio entre alta especialização técnica e competências comportamentais maduras, como comunicação clara e precisa, poder de argumentação, comprometimento e senso de dono. A proteção digital tornou-se uma atividade transversal, que exige visão estratégica e capacidade de diálogo com líderes de tecnologia, operações e governança.

À medida que empresas ampliam sua presença digital, a segurança deixa de ser apenas um requisito operacional e passa a ser um fator de competitividade. Organizações que conseguem proteger seus dados, sistemas e usuários criam bases mais sólidas para inovar, crescer e operar com confiança.

*Cassio Andreoli é Gerente de Negócios na Robert Half

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