Mais que adotar ferramentas, lideranças precisam transformar tecnologia em vantagem competitiva real
*por Elisa Jardim
Já não é novidade que a tecnologia deixou de estar no foco apenas das lideranças ligadas diretamente à essa área, mas uma questão onipresente nas organizações. Um levantamento realizado pela Robert Half com gestores de diferentes setores demonstra que compreender e saber usar as tecnologias a seu favor ocupa a 5ª posição entre as principais preocupações dos líderes para 2026.
Se no primeiro semestre de 2025 o tema foi apontado por 35% dos respondentes como um dos principais desafios, hoje a porcentagem chega a 42% e reforça que soluções ligadas a inteligência artificial, dados e sistemas integrados estão cada vez mais no radar dos tomadores de decisão.
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Segundo a pesquisa, o ranking se estabelece da seguinte forma:
TOP 10 preocupações das lideranças para 2026
A compreensão e adoção de tecnologias no dia a dia das empresas reafirmam a necessidade de estudos constantes. Ao mesmo tempo em que ganham força os debates sobre o impacto da tecnologia em determinadas funções, é evidente que quem souber aplicá-la de forma estratégica sairá na frente – e é exatamente para esse ponto que as lideranças precisam direcionar seu olhar.
Nesse cenário, as empresas demonstram crescente preocupação em manter-se atualizadas diante da velocidade das inovações tecnológicas. Não basta apenas adquirir novas ferramentas: é essencial compreender como integrá-las de forma estratégica aos processos internos, garantindo eficiência e vantagem competitiva. Isso só é possível com profissionais com as especializações adequadas e alinhados com a cultura da empresa. Sem as equipes corretas, dificilmente atingem-se os melhores resultados.
Dominar as atualizações tecnológicas não se trata mais de um diferencial, mas uma questão de necessidade. Organizações que investem em cultura digital e capacitação contínua conseguem transformar tecnologia em resultados concretos, contribuindo para seu sucesso a curto e longo prazo.
Em tempos de Inteligência Artificial em ascensão, não faz sentido nadar contra a corrente, mas sim saber extrair o melhor dentro dessa realidade. Investir não só em cursos de capacitação técnica, mas também desenvolvimento pessoal, construindo capacidade crítica tornam o profissional cada vez mais completo e atrativo. Já não basta conhecer linguagens de programação de sistemas ou outras ferramentas: é essencial desenvolver visão analítica, senso crítico e sensibilidade de estar próximo ao negócio.
*Elisa Jardim é Gerente na Robert Half (Divisão de Tecnologia)
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