Compreensão e uso da tecnologia avançam entre as preocupações das lideranças para 2026

Mais que adotar ferramentas, lideranças precisam transformar tecnologia em vantagem competitiva real

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Imagem conceitual de um homem de terno em pé no topo de uma escadaria, de costas, olhando para um céu azul-escuro com várias setas luminosas apontando para cima. A imagem transmite uma sensação de crescimento, progresso e ambição, simbolizando o sucesso e o avanço em direção ao futuro. Ao fundo, vê-se uma silhueta de edifícios, reforçando o ambiente urbano e corporativo, liderança
Imagem conceitual de um homem de terno em pé no topo de uma escadaria, de costas, olhando para um céu azul-escuro com várias setas luminosas apontando para cima. A imagem transmite uma sensação de crescimento, progresso e ambição, simbolizando o sucesso e o avanço em direção ao futuro. Ao fundo, vê-se uma silhueta de edifícios, reforçando o ambiente urbano e corporativo, liderança

*por Elisa Jardim

Já não é novidade que a tecnologia deixou de estar no foco apenas das lideranças ligadas diretamente à essa área, mas uma questão onipresente nas organizações. Um levantamento realizado pela Robert Half com gestores de diferentes setores demonstra que compreender e saber usar as tecnologias a seu favor ocupa a 5ª posição entre as principais preocupações dos líderes para 2026. 

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Se no primeiro semestre de 2025 o tema foi apontado por 35% dos respondentes como um dos principais desafios, hoje a porcentagem chega a 42% e reforça que soluções ligadas a inteligência artificial, dados e sistemas integrados estão cada vez mais no radar dos tomadores de decisão.

Leia também: IA, cibersegurança e escassez de talentos: a agenda tecnológica que redefine a liderança até 2035

Segundo a pesquisa, o ranking se estabelece da seguinte forma:

TOP 10 preocupações das lideranças para 2026

  • Produtividade (cumprir obrigações de maneira mais eficiente) – 52%
  • Lucratividade (gerar mais valor, gastando menos) – 52%
  • Retenção (não perder bons profissionais para o mercado) – 46%
  • Bem-estar (saúde mental, qualidade de vida) – 44%
  • Tecnologia (compreender as evoluções e usá-las a seu favor) – 42%
  • Atração (atrair profissionais adequados) – 37%
  • Carreira (como desenvolver e oferecer oportunidades de carreira) – 33%
  • Remuneração (ter salários e benefícios competitivos) – 29%
  • Informações de mercado (impactos da política e economia) – 20%
  • Modelos de trabalho (adaptar e evoluir no modelo adotado) – 20%

A compreensão e adoção de tecnologias no dia a dia das empresas reafirmam a necessidade de estudos constantes. Ao mesmo tempo em que ganham força os debates sobre o impacto da tecnologia em determinadas funções, é evidente que quem souber aplicá-la de forma estratégica sairá na frente – e é exatamente para esse ponto que as lideranças precisam direcionar seu olhar.

Nesse cenário, as empresas demonstram crescente preocupação em manter-se atualizadas diante da velocidade das inovações tecnológicas. Não basta apenas adquirir novas ferramentas: é essencial compreender como integrá-las de forma estratégica aos processos internos, garantindo eficiência e vantagem competitiva. Isso só é possível com profissionais com as especializações adequadas e alinhados com a cultura da empresa. Sem as equipes corretas, dificilmente atingem-se os melhores resultados. 

Dominar as atualizações tecnológicas não se trata mais de um diferencial, mas uma questão de necessidade. Organizações que investem em cultura digital e capacitação contínua conseguem transformar tecnologia em resultados concretos, contribuindo para seu sucesso a curto e longo prazo.

Em tempos de Inteligência Artificial em ascensão, não faz sentido nadar contra a corrente, mas sim saber extrair o melhor dentro dessa realidade. Investir não só em cursos de capacitação técnica, mas também desenvolvimento pessoal, construindo capacidade crítica tornam o profissional cada vez mais completo e atrativo. Já não basta conhecer linguagens de programação de sistemas ou outras ferramentas: é essencial desenvolver visão analítica, senso crítico e sensibilidade de estar próximo ao negócio.

*Elisa Jardim é Gerente na Robert Half (Divisão de Tecnologia)

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Sobre o Autor

A Robert Half é a primeira e maior empresa de recrutamento especializado no mundo, selecionando profissionais para vagas permanentes e por projetos.

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