"Todo corpo permanece em seu estado de repouso, a menos que seja obrigado a mudar seu estado por forças impressas nele." - primeira lei de Newton
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Se as leis da física fossem o tema de hoje, eu começaria abordando a primeira Lei de Newton: “Todo corpo permanece em seu estado de repouso, ou de movimento uniforme em linha reta, a menos que seja obrigado a mudar seu estado por forças impressas nele.” Na verdade vamos falar das leis que comandam a Experiência do Cliente, mas acabei me surpreendendo com a associação que essa frase me trouxe.
Afinal, se você pensar que pode “imprimir” na sua organização algumas forças que modelam uma experiência excepcional, ela pode sair do estado de repouso para um estado bem mais interessante de relevância para os clientes. Da mesma forma que as leis que governam a física, temos algumas verdades que comandam CX e definem a dinâmica do jogo que molda a forma como as organizações interagem com os clientes.
Na vida, como nos negócios, para todo lugar que você se dirige é importante ter um “mapa da mina” e uma bússola que indique a direção a seguir. Aqui temos as seis leis da experiência do cliente que podem colocar os times na rota mais assertiva para fazer a diferença em CX e com isso alcançar melhores resultados em relacionamento, fidelidade e retorno financeiro.
O Temkin Group compilou essas leis em um ebook que traz insights fundamentais sobre as seis leis da experiência do cliente e como aplicar cada uma:
A qualidade de uma experiência é inteiramente relacionada aos olhos de quem vê e portanto você deve oferecer experiências personalizadas, ou seja: “uma experiência projetada para todos não satisfará ninguém”.
O que fazer:
Clientes se preocupam intensamente com suas próprias necessidades, desejos e objetivos, enquanto as referências de um funcionário se concentram na compreensão da empresa, o que dificulta enxergar a experiência através das lentes de clientes.
O que fazer:
Uma visão clara do que os clientes precisam, querem e não gostam pode alinhar decisões e ações em uma organização. Quando as pessoas compartilham uma visão comum de quem é o cliente-alvo e têm acesso fácil ao feedback , ocorrem menos divergências sobre as melhores maneiras de tratá-los.
O que fazer:
Você não pode sustentar excelentes experiências a menos que seus funcionários tenham adquirido essa consciência e estejam alinhados com seus esforços. Três características determinam o nível de engajamento dos funcionários: eles são inspirados pela missão da empresa, sentem que a empresa pede feedback e age de acordo com o que eles dizem, e acreditam que têm o treinamento e as ferramentas para ter sucesso.
O que fazer:
Os comportamentos dos funcionários podem quase sempre ser explicados pelo ambiente. O que cria esse ambiente? As métricas que a empresa acompanha, as atividades que recompensa e as ações que celebra. Coletivamente, esses três fatores moldam como os funcionários se comportam.
O que fazer:
A maioria das pessoas acabará discernindo o que é real e o que não é. Isso significa que os funcionários perceberão quando a experiência do cliente não é prioridade e que os clientes não ficarão convencidos de que você está realmente comprometido com a experiência.
O que fazer:
Reflita como cada uma dessas leis está atuando no seu relacionamento com o time e como isso impacta a experiência do cliente. Pode ser que você encontre uma situação muito positiva em duas ou três, enquanto ignora as demais. Não se anime, você realmente precisa ativar continuamente todas as seis leis do CX para capitalizar os resultados ao longo do tempo.
Pense nessas leis como em um mantra sagrado, se você recitar apenas uma frase ele não vai funcionar. Você precisa do conjunto para mudar o mindset, incorporar hábitos e comportamentos que se infiltram como verdades no cotidiano da organização. Para completar, revise continuamente como cada uma dessa leis está sendo aplicada e aperfeiçoada. Lembre que CX não é decisão isolada, nem esforço de um dia ou período, é um acordo entre todas as partes, onde essas leis funcionam como balizadores para que seja cumprido.