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Banco Central aposta em revolução regulatória com Pix 2.0, Open Finance e Drex

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil. Foto: Febraban Tech 2025

A abertura do Febraban Tech 2025, que começou hoje (10) em São Paulo, marcou o tom do evento: o setor financeiro está em plena aceleração tecnológica e o Banco Central quer, neste contexto, mais do que regular, dialogar.

Embora Isaac Sidney, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), não tenha feito o tradicional discurso de boas-vindas devido a atrasos na agenda, coube a Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil, abrir os trabalhos com uma fala densa, provocativa e recheada de novidades.

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“Comunicação é uma ferramenta essencial para a potência da política monetária e sua eficiência”, afirmou Galípolo, reconhecendo que o Banco Central brasileiro começou a se comunicar com a sociedade de forma sistemática recentemente, um movimento que só ganhou corpo nos últimos 30 anos.

Ele relembrou que até pouco tempo atrás, nem mesmo as decisões de política monetária seguiam processos estruturados de governança e transparência. “Hoje, temos a obrigação de falar com públicos não especializados, e isso tem sido um desafio”, disse.

O presidente do BC destacou ainda que essa transformação do Banco Central vai além da comunicação e exige uma atualização profunda das ferramentas institucionais para acompanhar a revolução digital e regulatória em curso no sistema financeiro. “A competição é bem-vinda. Trabalhamos com o ecossistema, mas é preciso evoluir o arcabouço institucional, como a PEC que amplia o perímetro regulatório do Banco Central, para podermos atuar de forma mais eficaz com essas novas entidades”, afirmou.

Pix 2.0, Open Finance e Drex: o novo tripé digital do Banco Central

Entre os principais anúncios feitos por Galípolo está o que ele chama de “Pix 2.0”, conjunto de novos recursos que amplia as funcionalidades do sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix.

Segundo ele, o Pix Automático, que começa a operar plenamente no dia 16 de junho deste ano, permitirá pagamentos recorrentes com mais segurança e controle, inclusive para empresas que não têm vínculo com instituições financeiras. O impacto social também acontecerá, disse. Cerca de 60 milhões de brasileiros que não têm cartão de crédito poderão assinar serviços por meio do Pix Automático.

De acordo com Galípolo, outros desdobramentos incluem o Pix por aproximação, que deve gerar mais agilidade ao permitir pagamentos sem necessidade de abrir o aplicativo, e o Pix Parcelado, previsto para os próximos meses, com liquidação à vista para o comerciante e parcelamento para o consumidor.

A Med 2.0, funcionalidade que permitirá a contestação de transações suspeitas diretamente pelo app do banco, e o uso do Pix como garantia em operações de crédito, aumentando a qualidade do colateral e reduzindo o custo, também integram essa nova fase do sistema, contou.

Além do Pix, o presidente destacou a relevância do Open Finance como motor de inclusão, competição e aumento da oferta de produtos financeiros. “É uma agenda essencial que impacta diretamente a vida das pessoas”, disse.

Galípolo reiterou também o foco no Drex, o real digital brasileiro. Apesar das comparações com moedas digitais de bancos centrais (CBDCs), ele esclareceu que o Drex será uma infraestrutura com base em tecnologia de registro distribuído (DLT) e contratos inteligentes, com foco em tokenização e facilitação de garantias. “Não se trata apenas de uma moeda digital, mas de um novo ambiente transacional”, explicou.

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Deborah Oliveira
Tags: banco centralDrexFebraban TechPIX
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