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Na parte inicial deste artigo, ?Não são mais apenas impressoras ? HP Printing Day 2013 ? parte 1? apresentei as novas linha de impressoras da HP, as novas Inkjet PWA (com cabeça de impressão fixa) e as lasers corporativas que têm várias inovações e recursos como scanner dupla face de passada única, plataforma OXP, etc. Nesta continuação saberemos mais sobre a qualidade e usabilidade dos produtos aferidos nos interessantes laboratórios da HP e outras tecnologias ligadas a drivers, firmware e a sensibilidade dos suprimentos.
Garantindo a qualidade e desempenho nos laboratórios da HP
Visitar os laboratórios de controle de qualidade da HP em Boise foi uma experiência diferenciada. É função deste grupo de engenheiros garantir que os produtos estejam aderentes aos padrões de mercado e exigências legais. Por exemplo, há limites de emissão de rádio frequência que o dispositivo pode emitir e isso tem que ser aferido em um local apropriado e homologado. Para complicar em diferentes países existem diferentes limites que devem ser respeitados. A medida deve ser feita com o conjunto completo contendo computador, monitor e impressora e mesmo assim as interferências de rádio frequência não pode exceder o limite estabelecido.
veja figura 11 – Laboratório da HP para análise de interferência de rádio frequência (dentro de uma câmara de Faraday)
Outro exemplo muito interessante é a emissão de ruídos. Não deve exceder certo volume que seja desconfortável para os usuários. Isso é fácil de entender. Mas nos laboratórios da HP o ruído é analisado também pelo aspecto qualitativo. Em determinado estágio de desenvolvimento de uma impressora o ruído que ela emitia sugeria que algo estava sendo ?moído? em seu interior. Este tipo de ruído transmite insegurança para seu usuário que teme que a impressora quebre a qualquer momento. Este tipo de situação é identificada e tratamento acústico ou mesmo revisão do projeto de mecanismos são feitos para endereçar esta comunicação de ?fragilidade? e tornar o som da impressora mais agradável.
veja figura 12 – Laboratório da HP para análise quantitativa e qualitativa de ruídos das impressoras (câmara anecóica)
Existe um laboratório de confiabilidade que analisa a robustez dos produtos desenvolvidos. Tanto no aspecto físico como na qualidade do material impresso (ou digitalizado) ao longo da vida útil do dispositivo. O teste se prolonga até 50% além da vida útil prevista. Trata-se de grande rigor funcional. Um dos testes mais interessantes e importantes acontece com a utilização de diferentes papéis. Quase 300 variedades distintas, obtidas em diversos países do mundo são usadas visando garantir que o funcionamento seja o mais ?fluído? possível. Falando no jargão das impressoras, não pode acontecer o ?paper jam? (atolamento de papel) no mecanismo. São intensos os trabalhos nesta área.
O armazenamento e transporte são cruciais para o sucesso dos produtos. Assim as embalagens são testadas em relação à possibilidade de empilhamento. Também quedas até determinada altura devem ser suportadas pelos produtos sem que eles sofram qualquer avaria. Para isso mecanismos robotizados reproduzem com exatidão milhares de quedas por ano com esta finalidade.
veja figura 13 – Laboratório da HP para análise de pressão nas embalagens
Câmaras especiais que simulam condições extremas de temperatura e umidade, desde alta temperatura e alta umidade (encontrado em florestas tropicais) bem como baixa temperatura e baixa umidade Temperatura e umidade (e outros estados intermediários) são simulados e comportamentos analisados. Os produtos devem manter-se em funcionamento e sem desvio da qualidade de operação, impressão, digitalização a despeito da característica do ambiente.
A propósito, como garantir que em todas as diferentes situações não geraram variações na qualidade de impressão? Centenas de milhares de páginas são inspecionadas por olhos treinados (inspeção manual) em busca de desvios. Equipamentos sofisticados também são utilizados para medir de forma objetiva o resultado de uma impressão, comparando com os padrões esperados. O rigor é tão grande que dentro do ciclo de vida de um cartucho, toner ou mesmo dentro da vida útil da impressora não pode haver diferenças. A primeira e a última página impressa com um cartucho, toner ou impressora deve ter a mesma aparência e qualidade.
Produtos de uso corporativo, como impressoras usadas por dezenas um mesmo centenas de pessoas são estressadas no aspecto comunicação. Inúmeras requisições de impressão simultâneas são disparadas em um intrincado ambiente virtualizado (tanto máquinas virtuais como ambiente Citrix) para garantir que o hardware será capaz de lidar com este nível elevado de impressões bem como o software (drivers de impressão). Jamais imaginei um ambiente mais rigoroso para realizar testes de alta carga!!
veja figura 14 – Laboratório da HP ? visão ilustrativa
Ao longo de todos estes testes, a comunicação com as equipes de projetos é intensa visando impedir que um produto chegue ao mercado com características indesejáveis ou com qualidade inferior ao esperado. É incrivelmente mais caro para a empresa, tanto financeiramente como custo de imagem, reparar um problema depois que o produto já está nas prateleiras, nas casas ou empresas.
Trabalhando de forma centralizada em cada um dos laboratórios de teste e usabilidade, por saberem os padrões e limites que devem ser respeitados no mundo todo onde seus produtos são vendidos, a qualidade é garantida de forma global. Assim o produto é homologado e estarápronto para todos os diferentes mercados.
Quem quiser ver um pouco mais, a HP compartilhou um vídeo que ilustra um pequeno tour pelos diferentes laboratórios. Vale a pena conferir. Observação, algumas das imagens que ilustram esta parte do texto foram extraídas do referido vídeo.
Drivers universais
O driver é um pequeno programa que ?ensina? seu sistema operacional a dialogar com a impressora da forma correta. Em princípio cada impressora tem o seu driver específico. Isso permanece verdade. Porém a HP vem desenvolvendo o que ela chama de ?Universal Printer Driver?, ou seja, um driver que serve para uma grande quantidade de impressoras. Assim fica muito mais fácil garantir a compatibilidade entre diferentes versões de sistemas operacionais. E mais. Em teoria se há um driver universal instalado e o usuário troca o modelo da impressora, de uma HP para outra HP o sistema permanece funcionando, sem dor, stress ou dificuldade para o usuário. Os drivers específicos sempre existirão porque certos dispositivos têm recursos únicos que somente o seu próprio driver será capaz de fazê-los funcionar. Mas de toda forma simplifica muito e diminui a necessidade de suporte imediato para muitos usuários.
Esta ideia está longe de ser uma grande novidade. Na época da saudosa HP Deskjet 500 (clique e veja no HP Computer Museum) ou 500C (coloridas), modelos dos anos 90 (1991), aquelas impressoras bem como algumas que as sucederam aceitavam os drivers da 500 ou da 500C para as funcionalidades essenciais. Quantas vezes eu me vali disso para fazer impressoras mais novas funcionarem em sistemas operacionais mais antigos que não as suportavam. O que a HP fez foi elevar este conceito ao máximo grau e prover consistência entre os drivers de muitas impressoras de sua linha de produtos com os tais ?universal drivers?! Usuários agradecem!! Além disso, os produtos mais novos vêm com o recurso ?auto-install? que para facilitar a vida do usuário, ao plugar a impressora no computador já se inicia o procedimento de instalação do driver.
veja figura 15 – a precursora HP Deskjet 500 ? seus drivers eram quase Universais
Firmware atualizável
Em relação ao firmware essa nova geração traz evoluções importantes. O firmware é o software básico que vem pré-carregado na impressora e que é responsável por todas as suas funcionalidades. Mas até então se a impressora tinha uma limitação, pequeno erro, etc. ela iria permanecer assim para sempre, certo? Não mais. Como as impressoras agora são conectadas à rede e à Internet, correções, ajustes e mesmo novas funcionalidades podem ser descarregadas online e incorporadas à impressora.
Um exemplo REAL. Tenho uma impressora multifuncional mais antiga que ao digitalizar pode enviar a imagem por e-mail. Sempre funcionou até que o meu provedor de e-mail mudou a configuração de seu servidor SMTP (para envio de mensagens) da porta 25 (até então padrão) para a porta 587. Bastou isso para que a minha impressora mais antiga perdesse essa funcionalidade (não tem parâmetro de porta SMTP para configurar). Nas impressoras novas, com firmware atualizável seria uma questão de esperar um pouco para que este recurso fosse inserido após demandado ao suporte. Funciona como se fosse o sistema de atualização do seu Windows.
A magia dos suprimentos corretos
Sobre os suprimentos, não é de hoje que se sabe (e a HP confirma este número) que aproximadamente 70% da tecnologia de seus produtos estão no desenvolvimento das tintas, cartuchos e toners. Tempos atrás eu escrevi um texto intitulado ?No es solamente tinta” – o que existe por trás das tintas das impressoras? que explicava isso tudo, bem como mostrava alguns experimentos que diferenciam as tintas ou toner bons dos ruins. São detalhes que fazem a diferença como por exemplo a temperatura de fusão mais baixa, tempo de secagem, capacidade de mistura, etc. são atributos que para serem desenvolvidos tomam muito tempo e investimento em pesquisas. Segundo pesquisas feitas por laboratório independente, 56% dos clientes que não usam suprimento original declararam ter tido algum problema. Esta mesma pesquisa aponta que assistências técnicas atendem 4 vezes mais impressoras com problemas que não usam suprimento original e 35% das páginas impressas com suprimentos não originais são limitadas ou não utilizáveis.
O toner, especialmente das impressoras a laser coloridas são muito sensíveis. Suas partículas têm 1/12 da espessura do cabelo humano (6 micrometros). Importante destacar que o toner é específicos para cada modelo de impressora. Não existe ?toner genérico? para a HP uma vez que cada produto tem suas características próprias de engenharia que levam em conta, calor, potência, velocidade de impressão, etc. e têm sua formulação visando otimizar o resultado em função da condição de uso. A propósito eu registrei um pequeno vídeo durante a visita à HP que ilustra de forma definitiva a diferença de comportamento entre um toner HP e um toner genérico. Ambos são derretidos e… que diferença!! Veja o vídeo!!!
veja figura 16 ?experimento de fusão de toner HP e não HP (excerto do vídeo)
Por fim quero registrar um momento lúdico e delicioso que experimentei na HP que foi a utilização do quiosque de fotos. A figura 16 mostra o equipamento que contém leitores de todos os tipos de cartão de memória e que permite escolher facilmente os grupos de fotos, tamanho da impressão desde 9×6, 15×10, A5, A4,… pôster de 2 metros!! Até mesmo a confecção de um álbum de capa dura (esperando um pouco mais) com as nossas memórias!!
HPpd18
veja figura 17 ? quiosque de autoatendimento para revelação de fotos e criação de álbuns
Conclusão
Diferenciação sempre foi chave no mercado para o sucesso de produtos e serviços e parece que a HP não vem brincando em serviço. Posso até dizer que uma ou outra característica eu já tinha visto aqui ou ali. Mas a coerência e a coesão destes recursos e serviços que me encantaram de fato. Não citei antes, mas a HP dispõe de recursos na nuvem com múltiplas características. As mais simples são, por exemplo, digitalizar um documento e armazená-lo na nuvem e em qualquer momento e de qualquer lugar imprimir de novo este documento em qualquer impressora HP. Simples assim. O recurso ePrint, lançado tempos atrás é também um dos elementos precursores destes recursos de nuvem, que vão bem mais longe e que é chamado de HP Content Management.
Mas isso tudo reforça o ponto central desta discussão que é a metamorfose pela qual passaram as impressoras. Viraram sistemas de impressão e após serem conectadas na Internet, na nuvem e entre si abriram muitas possibilidades que atendem todo portfólio de dispositivos, dos smartphones, Tablets, notebooks, PCs, MACs, sistemas que se integram ao servidor da empresa e gerenciamento de todo o parque de impressoras de maneira centralizada! A metamorfose principal foi da ?máquina de imprimir? que se tornou um ?computador que também imprime?. A camada de serviços que envolve todo este ecossistema reforça o ambiente e entrega a promessa de criar um ambiente único e integrado de fluxo de informações, digitalizações , impressões em prol dos negócios das empresas.
PS: este texto foi originalmente publicado como “Não são mais apenas impressoras – HP Printing Tech Day 2013” em meu blog pessoal FXREVIEW