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Fácil de entender. A foto abaixo ilustra isso de forma exemplar. Pode ser usado
como notebook convencional (tela e teclado), fechado com a tela rotacionada na
forma de tablet e com sua base angulada servindo como apoio conferindo mais uma
forma de uso.
O processador Inte Core-M de última geração (Broadwell)
Minha grande curiosidade e motivador para realizar este teste é o fato do x360
utilizar o novíssimo processador Core-M da Intel, apresentado no apagar das
luzes de 2014 que chegou ao mercado no começo de 2015, cuja geração tem o codinome
Broadwell.
Como o nome sugere “Core-M” é um processador específico para aplicações de
mobilidade. Não é um Atom, não é Pentium, não é Celeron, nem um Core i (3, 5 ou
7) e sim o Core-M, um novo conceito de processador, evolução das arquiteturas
existentes. Não quero ser técnico demais, mas preciso falar um pouco do cerne
do x360, o seu processador. O Core
M-5Y10c usa o processo de fabricação (litografia) de 14 nm (nanômetros), o
mais alto grau de miniaturização atual, tem 2 núcleos (2 processadores em um),
conta com o recurso Hyper-Threading (tem 4 filas de execução de tarefas como se
fosse um processador de 4 núcleos), consome apenas entre 3.5 e 6 W de energia.
Outros processadores com Core i3 ou Core i5, por exemplo, têm modo turbo com 30%
a 50% de incremento. Já o Core-M tem modo Turbo Boost de 250% (800 x 2000 Mhz).
Mas qual o motivo? Embora 800 Mhz pareça frequência de operação de computador
do final dos anos 90, 800 Mhz de hoje, com vídeo e controlador de memória
integrados, desempenham suas funções naturais de forma totalmente satisfatória
para o tipo de uso para o qual o x360 foi concebido. Em casos de necessidades
pontuais ele pode aumentar sua velocidade até os 2 Ghz pelo tempo que for
necessário. De forma análoga seu sistema gráfico também tem esta ampla
versatilidade. Tem frequência base de 300 Mhz podendo ampliar sua velocidade
até 800 Mhz (até 266% de variação).
Para deleite dos engenheiros ou geeks
de plantão, a incrível beleza deste projeto é que a cada fração de segundo o
Core-M está analisando a demanda que ele está sendo submetido e ajustando a
frequência de operação simultaneamente de seu sistema de processamento e de seu
sistema gráfico de forma a entregar o máximo desempenho com a maior economia de
energia. Por vezes o vídeo é muito demandando e o processamento é bem baixo e
vice-versa.
Mas chamo a atenção para o fato de que na
época (final de 2012) os processadores de entrada e mobilidade da Intel
gastavam perto de 2 minutos para fazer a mesma operação! O seja, o Core M atual
tem a mesma ordem de grandeza de poder de processamento que a solução de topo
de 2 anos e meio atrás. Mas com uma diferença, atualmente gasta 3.5 W no máximo
enquanto aquele Core i7 gastava 77W (e era na época considerado econômico).
Core M mais de 20 vezes mais econômico para fazer a mesma tarefa gastando só um
pouco mais de tempo. FANTÁSTICO!!

Usando o Pavillion x360 –
características gerais
Demorei um pouco para me acostumar com a versatilidade do notebook que vira
tablet e vice versa. No meu caso foi um certo comportamento vicioso de sempre
contar com o teclado. Mas usado como todo tablet, adorei a possibilidade de
poder, por exemplo, acompanhar eventos esportivos na TV enquanto acompanhava
mais informações em sites especializados. Ver TV com tablet na mão é quase viciante.
Algo a se destacar é que o sistema de som do x360 é “beatsaudio”. Para quem não
conhece é a mesma marca do fone de ouvido mais comentado e usado pelos DJs e
pelos jovens atualmente. A consequência disso é que apesar de ser pequeno e
estreito a qualidade do som é superior ao de equipamentos de tamanho similar,
realmente bom!!
A tela sensível ao toque com múltiplos pontos de sensibilidade não tem
diferença na usabilidade em relação aos mais afamados tablets do mercado. Vez
por outra testo dispositivos que têm baixa sensibilidade, imprecisão ou
“delay”, mas não é o caso do x360. Seu “touch” é perfeito.
Também destaco sua espessura. Mesmo na posição “tablet”, dobrado com a tela
rebatida ele permanece bastante fino e de fácil manipulação.
Levei comigo o x360 em vários eventos, coletivas, reuniões e a praticidade,
leveza e capacidade de realizar estas tarefas “de campo”, criação de textos,
tomar nota de apresentações, etc. e ele me atendeu com facilidade! Eu nunca me
adaptei a digitar longos textos (ou nem tão longos assim) diretamente em telas
sensíveis ao toque. Por isso este “tablet com teclado” e mais rápido que um
tablet convencional me agradou.
Especial atenção para a duração da
bateria. Como se comportou?
Claramente este tipo de dispositivo precisa entregar grande autonomia de
bateria para seu usuário. Tecnologia para isso em princípio não falta para o
x360. Será que ele correspondeu às expectativas?
Testar duração de bateria de qualquer dispositivo, seja um smartphone, tablet,
notebook ou um “convertible” como este é algo bem traiçoeiro uma vez que a autonomia
depende 100% do perfil de uso de quem está utilizando o dispositivo. Por isso
eu sempre faço teste em 3 situações distintas.
Com base nestes números, cada um que está lendo pode tirar uma conclusão, se é
bom para si ou não. Minha visão é, para o nível de desempenho que superou as
expectativas, a autonomia da bateria é bastante satisfatória e compatível com o
que se esperaria de um “convertible” projetado pela HP. Parece rigoroso demais?
Nem tanto. Falado de outra forma, eu seria com toda a certeza um usuário
regular do x360!!! Ele me atenderia sem dúvida no aspecto duração da bateria.
Conclusão
O HP Pavilion x360 conta com o mais moderno e eficiente processador disponível
para este tipo de cenário e aplicação. Sobra agilidade, sobra capacidade de
processamento para as tarefas normalmente atribuídas para esta categoria de
dispositivo. WiFi de primeiro mundo, tela super sensível e responsiva, som de
alta qualidade (relativo ao tamanho do dispositivo), alta mobilidade (pequeno e
leve) e duração de bateria que varia entre 2h40m e 8h10m (pior e melhor caso), tornam
o x360 bastante adequado para o modelo de uso proposto.
Sei que custo é sempre uma variável muito complicada na equação de projetar um
dispositivo desses, mas tenho duas sugestões para a HP melhorar o que já é bom
e torná-lo ainda melhor. Seu disco rígido marca Hitachi
de 500 GB tem boa velocidade, embora pudesse usar HD de 7200 rpm e não 5400
rpm como o presente no produto. Mas se o x360 usasse um SSD ou ao menos um HD
híbrido, isso o tornaria ainda mais ágil. Minha opinião pode ser um pouco viciada
uma vez que meu notebook e meu ultrabook atual usam SSD.
Meu segundo comentário diz respeito ao “touchpad”. Aquela superfície totalmente
plana, sem botões definidos (diferente dos touchpads de notebooks mais antigos)
sempre me atrapalham muito! Porque acabaram com os botões??! Não gosto! Acabo
usando mouse USB ou Blutooth a maior parte do tempo e touchpad só
emergencialmente. Mas verdade seja dita, não é exatamente um “problema” do
x360. Eu detesto touchpads!
O produto está por chegar nas lojas nesta renovada configuração. Ainda existe
no mercado o Pavilion x360 motorizado pelo bom processador Intel Pentium
Quadcore ou Celeron
N2830 lançado no começo de 2014, também uma boa aquisição. Mas cá entre
nós, Core-M é Core-M, revelou-se uma maravilhosa alternativa para este segmento
de dispositivos! É o x360 que eu recomendo baseado em meu minucioso e agradável
teste de usabilidade.