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A tecnologia da informação vem surpreendendo o mundo e alterando-o profundamente faz 40 anos. O advento do microcomputador pessoal nos anos 1980, a Internet nos anos 1990, e a computação móvel nos anos 2000 são alguns dentre muitos outros exemplos de tecnologias que alteraram a nossa vida pessoal e profissional de forma significativa.
Nos dias de hoje não poderia ser diferente. Ferramentas de Inteligência de Negócio (BI), de análise preditiva (Analytics), Internet das Coisas (IoT) e realidade virtual são algumas das tecnologias que amadureceram nos últimos anos e trazem enorme valor as nossas empresas hoje. Duas tecnologias não tão recentes, mas que já são realidade devem ser consideradas disruptivas: a computação na nuvem e a computação cognitiva.
Embora a indústria de TI seja umas das mais bem-sucedidas e lucrativas do mundo, nas últimas décadas muitos clientes, principalmente as pequenas e médias empresas, vêm reclamando do custo total de propriedade dos equipamentos e softwares que tinham que adquirir, manter e renovar de tempos em tempos. Eles queriam não precisar de muitos recursos para manter a infraestrutura de tecnologia e desejavam pagar pelo seu uso, não pela propriedade.
A resposta do mercado foi a computação em nuvem. Nela, as aplicações das empresas estão armazenadas em data centers de alto desempenho e extremamente seguros – e os clientes pagam somente pela utilização. A competição entre as empresas provedoras de soluções em nuvem vem baixando consideravelmente o preço desses serviços. Esse fenômeno foi acelerado com a decisão estratégica da maior empresa de software do mundo, a Microsoft, de entrar de vez nessa onda. Estivemos poucas semanas atrás no evento global de parceiros da MS, que reuniu 17 mil pessoas em Toronto. A mensagem foi infraestrutura e aplicativos na nuvem todo o tempo!
Graças a essa tecnologia as oito milhões de PMEs do Brasil podem ter acesso às melhores tecnologias do mundo e pagá-las como serviço mensal. Algo que sempre sonharam mas nunca tiveram! Extraordinário!
Define-se o processamento cognitivo como aquele que se assemelha aos processos mentais dos seres humanos. As decisões dessas máquinas baseiam-se no aprendizado com experiências anteriores. Já existem várias implementações práticas dessa tecnologia. A que está mais avançada é o sistema da IBM chamado Watson. O projeto começou há uma década e custou US$30B. Existem hoje milhares de aplicações com Watson, em áreas como saúde, educação, transportes, varejo e pesquisa. O impacto no futuro será impressionante. Muitas profissões simplesmente desaparecerão, como acontece em consequência da revolução industrial. Deixou de existir o homem que apertava parafusos, como no filme do Chaplin. Ele foi substituído por um robô – mas passou a ser necessário construir e programar robôs. Máquinas cognitivas vão substituir pessoas em muitas das funções existentes hoje. Em compensação milhares de novas profissões, que sequer conhecemos hoje, surgirão.
Esses computadores cognitivos não serão mais programados, mas ensinados! Milhões de profissionais que trabalham na área de TI, como programadores, analistas e engenheiros de software terão as tarefas que hoje desempenham completamente mudadas ou extintas. Serão agora professores de máquinas. Assustador, mas extraordinário!
Sergio Basilio é Diretor de Estratégia e Soluções de Cloud para a América Latina e responsável pela estratégia global de IoT da Westcon-Comstor.