Mais do
que nunca,
estou convicto
de que precisamos cultivar o
estudo como
estilo
de vida se
queremos
estar preparados para
assumir os
desafios
de companhias
de alta performance. No último m
ês,
estive no curso OPM (Owner/President Management),
em
Harvard, onde, por tr
ês semanas, repassamos v
ários conceitos
de administração.
A acredito fortemente que pessoas são a base de qualquer empresa de sucesso. Pensando nisso, compartilho aqui 5 lições valiosas trazidas de Harvard que me fizeram refletir quando o assunto é gestão de pessoas.
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A qualidade das decisões ligadas a pessoas é a melhor forma de prever sucesso
Ainda
assim, utilizamos ferramentas ruins. N
ão formalizamos
avaliaçõ
es, negligenciamos o uso
de dados, n
ão criamos processos para garantir
que estamos
acertando.
Alocamos menos tempo gerenciando
pessoas e com ferramentas piores do
que selecionamos para qualquer outra área da
empresa – mas
esta é
a área
de maior impacto!
O desempenho depende, primordialmente, de cultura e liderança (mais do que da economia e indústria). E isto temos capacidade de ajustar. Controlamos uma parte maior da performance do que imaginamos. Uma pesquisa de Harvard com 500 empresas mostrou que 50% do desempenho dos profissionais é ditado por cultura, liderança e aspectos internos da organização. A indústria corresponde a 15% do resultado da empresa e a economia a apenas 5% (no longo prazo).
Empresas com cultura forte precisam de menos burocracia e conseguem se adaptar melhor
A cultura guia
as organizaçõ
es na falta
de políticas
e regras. Quando
a cultura é forte, o time
entende
e responde
a isso — h
á menor necessidade
de procedimentos
e o comportamento é consistente. Do contr
ário, h
á baixo
alinhamento
de valores
e o comportamento é volúvel, gerando necessidade
de sistemas de controle e burocracias para mant
ê-lo
dentro do
desejado.
Momentos diferentes exigem líderes diferentes – e como respondemos a isso?
O momento
que a empresa vive é uma grande bússola para o tipo
de lideranç
a que deve
assumir protagonismo. Os lí
deres flexíveis s
ão fundamentais para
a inovação. O
ambiente
de inovação
deve
abrir
espaço para
a disrupção,
e precisamos
de um lí
der
que dê liberdade para
que isso
aconteç
a. Tolerante
a erros, mas intolerante à incompet
ência
aberto à
experimentação mas
atento para cortar tudo
que n
ão
est
á funcionando rapidamente
e fornecer feedbacks diretos.
Líderes focados são essenciais para condições onde se exige eficiência e máxima performance. Muitas startups não morrem por falta de recursos, mas afogadas no excesso de oportunidades que elas tentam atacar ao mesmo tempo. E isso reflete também no trabalho diário. Por fim, em muitos casos, buscamos líderes ambidestros, que conseguem cultivar ambos os lados. Isso nem sempre é possível – apenas aproximadamente 10% das pessoas tem esta característica. Organizações ambidestras combinam ambos os tipos – líderes que conseguem ser disciplinados, cortar custos e serem eficientes com líderes criativos que pensam fora da caixa.
Contar histórias (storytelling) facilita enormemente a comunicação
Humanos
entendem histórias melhor do
que dados, diagramas ou informaçõ
es n
ão relacionadas. É fundamental
ao lí
der colocar sentido na história da
empresa, seus objetivos
e estrat
égia —
e cont
á-las
ao seu time. Isso facilita o
entendimento
e, consequentemente,
aumenta o
engajamento. Histórias bem construídas conseguem
extrair os fatos
que s
ão verdadeiramente importantes
de serem comunicados para
que as
pessoas compreendam seu papel no sucesso da companhia.
Finalmente, se eu pudesse deixar uma última nota é de que as pessoas precisam estar em constante evolução. Não conseguiremos superar os desafios que estão por vir — consequência do crescimento e sucesso da empresa — com o mesmo conhecimento que nos trouxe até aqui. É papel comum a todos cuidar do próprio desenvolvimento, mas fica aqui a provocação para as lideranças: garantir os meios para que isso seja possível e instigar evolução no time é nossa responsabilidade.