Segurança eletrônica e os protagonistas da evolução

Tendências e desafios para o segmento que movimentou R$ R$ 6,52 bilhões no Brasil em 2018

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double exposure image of virtual human 3dillustration on business and learning technology  background 
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double exposure image of virtual human 3dillustration on business and learning technology background represent learning process. — Foto: Divulgação

A visão que começa a se revelar para nós sobre o futuro é que as tecnologias embarcadas e o conceito de distribuição de informação serão as protagonistas da evolução do setor de segurança eletrônica. Todo esse movimento confirma o levantamento do Gartner sobre as tendências tecnológicas que vão impactar o mundo dos negócios a partir de 2019 e o empoderamento do processamento ‘edge’ dos ‘devices’ está entre os destaques.

O termo se refere ao processamento de informações, coleta e entrega de conteúdo nas extremidades da rede, próximos dos ‘endpoints’. O conceito cria um ecossistema que privilegia aplicações da internet das coisas (IoT) – especialmente aquelas que dependem de recursos cognitivos como inteligência artificial (IA), Machine Learning, Deep Learning e também ‘blockchain’.

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Em poucas palavras, significa que os dispositivos periféricos ou ‘devices’ (câmeras, sensores, etc), ganham poder de processamento, que viabiliza a entrada de programas dentro desses dispositivos, processando diversas tecnologias como, por exemplo, blockchain e IA. Isso resulta em dispositivos mais inteligentes, gerando informações criptografadas, imutáveis e descentralizadas, o que aumenta o nível de segurança da informação gerada e com capacidade de monetização.

Desafios

Como, cada vez mais, as soluções de segurança utilizam recursos baseados nessas tecnologias, o interesse do setor na escalada tecnológica é fundamental. A Inteligência Artificial, por exemplo, responsável por soluções de detecção, reconhecimento de faces, processamento de linguagem e prevenção de obstáculos, é apontada também pelo levantamento do Gartner, como o recurso que emergirá ao centro de todos os processos da indústria nos próximos anos.

Segundo a consultoria, em 2022, 40% dos projetos de desenvolvimento de aplicativos terão como parceiros na equipe co-desenvolvedores de inteligência artificial. Mas, os dispositivos de IA já moldam os passos do setor de segurança eletrônica. Como esperado apresentou pontos positivos e também alguns novos desafios – e a segurança de dados é o principal deles.

Tendências

O blockchain não é uma aposta da Abese ou do setor de segurança eletrônica. A tecnologia está elencada entre as 10 maiores tendências de segurança para 2019 do Gartner – que acredita que o recurso trará transparência para os clientes e empresas. Além de reduzir conflitos entre os ecossistemas de negócios, diminuindo custos e também o tempo gasto nas transações, porque essas soluções possibilitam automatizar processos e digitalizar registros. Blockchain e IA podem causar um impacto substancial na forma como isso é tratado nos próximos 3 anos – ou mesmo antes, a abundância de dados catalisa a evolução do blockchain como uma solução de armazenamento de dados viável.

Por Selma Migliori, presidente da ABESE – Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança

Sobre o Autor

A ABESE (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança) é uma entidade representativa das empresas de sistemas eletrônicos de segurança de âmbito nacional, sem fins lucrativos e tem como finalidade orientar, promover, apoiar e divulgar as atividades de seus associados.

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