Do lado positivo, está o claro ganho de agilidade na tomada de decisões e troca de informações. Peguemos, por exemplo, o caso de uma equipe de campo que precisa de contato imediato com o time gerencial para obter autorização e executar um procedimento. Apenas um “ok” enviado em uma mensagem de grupo já agilizaria todo o processo, algo muito mais simples do que uma ligação telefônica ou envio de e-mail.
Entre os negativos, está o claro fato de que a aplicação não foi desenvolvida para empresas, mas sim para usuários finais. Desta forma, não existem APIs que permitam a customização de funções e adequação às necessidades das companhias, o que se desdobra em diferentes pontos de atenção para CIOs e gerentes de TI. No primeiro deles está o fato de muitas empresas, por questões de auditoria, precisarem de um forte de controle de suas comunicações, chegando a guardar o histórico de e-mails dos funcionários para eventual necessidade. Com o
WhastApp, esta gestão é impossível, já que a troca de mensagens fica isolada, não podendo ser acessada por ferramentas de MDM. O que e como é compartilhado fica, então, somente a cargo do usuário.
O segundo item de atenção que este descontrole traz é uma possível exposição trabalhista, já que o funcionário, teoricamente, fica disponível 24 horas por dia. Por fim, o uso do aplicativo para fins pessoais pode gerar distração e atrapalhar o desempenho dos funcionários, além, claro, de consumir o plano de dados corporativo e elevar custos de uma forma totalmente desnecessária, por meio do compartilhamento de vídeos e fotos como entretenimento.
De fato, vemos forte demanda no mercado por uma solução de comunicação mais fácil. Porém, alertamos sobre a importância de avaliar prós e contras antes de librar o uso do WhatsApp e outros aplicativos de comunicação para o time, sempre levando em consideração um equilíbrio entre os benefícios e os potenciais risco da decisão.
*Vinícius Boemeke é diretor de marketing da MDM Solutions