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O alto investimento das operadoras para desenvolver o sistema que sustentará a portabilidade numérica, cujo regulamento geral foi publicado ontem (21/03) no Diário Oficial da União, não justifica o retorno para os clientes, que será pouco. Pelo menos é esta a visão da Vivo. “Mas lei é lei. Está aí e temos de cumpri-la. Esperamos estar muito fortes para captar clientes”, afirma Roberto Lima, presidente da operadora. O executivo justifica que há investimentos mais prioritários a fazer, como aumentar oferta de banda larga e completar a cobertura de telefonia celular no Brasil. No início de março, a Claro também havia ressaltado esta mesma preocupação com os investimentos necessários para implementar os sistemas e tecnologias necessários para a adoção da portabilidade numérica. Em nota à imprensa, a Claro considerou que “a portabilidade numérica exige altos investimentos e interfere em todos os sistemas e processos das operadoras, sendo de implementação complexa, além de exigir minucioso planejamento. Tecnicamente, a ligação levará mais tempo para ser feita, serão necessários mais computadores e, além disso, toda a infra-estrutura adequada para tal representará custos adicionais para as empresas.”
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