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Vírus se passam pelo jogo Minecraft

É cada vez maior o número de casos de vírus que imitam títulos conhecidos do mundo dos games para invadir dispositivos móveis. O mais recente caso com essa prática envolve o Minecraft.

De acordo com o time de segurança da PSafe, o jogo foi identificado como um dos mais visados para desenvolvimento de malwares, tendo, apenas nas últimas 24 horas, mais de 85 versões diferentes de imitações falsas identificadas.

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Por ser um jogo pago, disponível nas lojas oficiais como Google Play, por exemplo, muitos usuários acabam buscando alternativas gratuitas para download. Percebendo esse movimento, hackers mal-intencionados têm desenvolvido apps, sem custo, que imitam a versão oficial para confundir os usuários e ter acesso aos seus dados.

Ao baixar o malware, são solicitadas permissões diferentes do jogo verdadeiro, como ler, apagar e enviar SMS; ativar e desativar as redes wi-fi e 3G; ler histórico de chamadas e de SMS; assim como realizar chamadas e ter controle sobre o aparelho. Dessa forma, basicamente, o hacker assume o controle do dispositivo.

Nos últimos sete meses, a PSafe bloqueou mais de 80 mil ameaças relacionadas ao Minecraft, sendo as principais delas encontradas no Brasil e nos Estados Unidos.

Para evitar que os dados sejam expostos a esses criminosos, a PSafe recomenda evitar o download do jogo por fontes não-oficiais. Além disso, a empresa reforça a importância de utilizar um bom antivírus, como o PSafe Total, para escanear regularmente o celular, impedindo a ação de hackers.

Veja abaixo três grupos de malwares desenvolvidos a partir do jogo:

Minecraft. SMSreg
O malware Minecraft.SMSreg inicialmente finge ser o jogo original Minecraft, mas, quando o usuário o executa, o aplicativo tenta convencer a vítima a se inscrever em uma série de mensagens SMS pagas. Esse comportamento malicioso pode ser verificado se o usuário verifica as permissões solicitadas pelo malware.

Minecraft.Fobus
O malware Minecraft.Fobus tem uma versão melhorada de um código de malware conhecido como “Fobus”. O app tem dois códigos principais: o SDK Splunk MINT (utilizado para obter estatísticas de infecção de malware e informações sobre o smartphone infectado, e o código malicioso em si.

Um fator interessante sobre o Minecraft.Fobus é a sua tecnologia avançada “blur” permite com que o malware seja baixado automaticamente na memória do smartphone quando o aplicativo é executado. Durante a execução, o malware criptografa parte da rotina do usuário.

Uma vez que o malware é executado, ele solicita permissão de administrador, por meio da interface de configuração do smartphone, com um acesso completo para o sistema do aparelho. O usuário não consegue usar o smartphone enquanto o acesso de administrador completo não é oferecido para o aplicativo. A partir da instalação, o malware é capaz de registrar o smartphone em serviços pagos de SMS, ler e apagar mensagens e fazer ligações.

Minecraft.Bot
O malware Minecraft.Bot tem recursos que podem ser ativados remotamente. Uma vez que o aplicativo é instalado, o malware exibe uma mensagem em russo que informa que o aplicativo não é compatível com o sistema operacional e remove o ícone da tela inicial. Essa ação é apenas para enganar o usuário – enquanto o aplicativo está funcionando em segundo plano.

Uma vez que o malware é instalado, o app solicita (em looping) a permissão de administrador para controlar o smartphone. Com isso, ele consegue ter acesso total ao aparelho do usuário.

Após receber a permissão de admin, o malware permite que o hacker instale e desinstale apps, realize chamadas, abra urls específicas, receba e envie SMS e remova todos os SMS recebidos e enviados pelo celular.

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Published by
Redação
Tags: Minecraft
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