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V8.Tech: revolução digital que começa com escuta, não com código

Tânia Mujica, facilitadora de diálogos e TED talker. Imagem: Marcelo Boldrini/V8.Tech/Divulgação

No centro da revolução digital promovida pela V8.Tech, há um componente que não aparece nos diagramas de arquitetura nem nos relatórios de desempenho: o silêncio. Mais especificamente, aquilo que a facilitadora de diálogos e TED talker Tânia Mujica chama de “sala invisível” – o espaço simbólico onde se acumulam medos não verbalizados, ressentimentos silenciosos e resistências veladas.

“Aquilo que não é dito, mas foi sentido, fica gravado nas relações”, explica Tânia, que há um ano atua em conjunto com a V8.Tech em iniciativas de transformação cultural. “Não adianta dizer que a porta da sala está aberta, se a sala invisível segue indisponível.”

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Para ela, esse acúmulo trava até os projetos mais avançados de inovação. “Quando uma empresa não tem maturidade emocional para lidar com mudanças, ela reage como um organismo vivo: trata a inovação como se fosse um vírus.”

Leia também: Big techs passam a responder por conteúdo criminoso de usuários, decide STF

Lançamento do Innovation Labs: onde tecnologia e humanidade se encontram

Foi a partir desse diagnóstico que a V8.Tech decidiu colocar as pessoas – e suas relações – no centro da transformação digital. A empresa, especializada em infraestrutura, cloud e IA, criou um ciclo de desenvolvimento que começa com escuta e cocriação.

O Innovation Labs, lançado na última semana, materializa esse processo: um espaço de pesquisa, experimentação e aceleração de soluções baseadas em IA, sem deixar de lado a dimensão humana. Com 12 pessoas de diferentes backgrounds dedicadas à cocriação, o laboratório opera em um modelo circular que vai da descoberta dos desafios até a produtização e escala com clientes.

Os resultados técnicos já começam a aparecer. Squads multidisciplinares atuam em desafios como engenharia reversa de código legado, migração tecnológica e criação de assistentes baseados em IA generativa. Em um dos projetos, um agente inteligente foi desenvolvido para converter sistemas OSB em microsserviços .NET, com documentação automatizada. Em outro, um chatbot foi treinado com base no acervo de blogs e cases da própria V8.Tech, gerando uma interface de consulta mais ágil para clientes e colaboradores.

Quando o conflito vira conexão

Os avanços técnicos, porém, só se tornaram possíveis após um trabalho interno de escuta e reconstrução de vínculos. Durante um evento interno da empresa, tensões acumuladas emergiram de forma clara, evidenciando como a “sala invisível” pode se manifestar quando menos se espera.

“Era um conflito real, e não havia repertório para lidar com aquilo”, lembra Tânia sobre o momento que se tornou ponto de virada para a empresa. Em vez de abafar o embate, a V8.Tech optou por mediá-lo.

“Disse que queria colocar mais lenha na fogueira. Porque o que estava acontecendo ali era precioso. Era a chance de transformar conflito em conexão”, explica a facilitadora sobre o método pouco convencional usado na ocasião.

A plataforma Accelerate: tecnologia que só funciona com relacionamentos

Essa abordagem está na base da atuação da empresa. Com a plataforma Accelerate, a V8.Tech não só oferece aceleração para times internos e clientes, como também compartilha um modelo de referência que inclui agentes autônomos, governança e uma arquitetura técnica flexível.

A plataforma funciona como uma fábrica de squads acelerados por IA, oferecendo desde consultoria e desenvolvimento de produtos até a construção de plataformas de aceleração personalizadas para cada cliente. O modelo de referência V8 inclui capacidades técnicas que vão desde ingestão de dados até agentes autônomos, com governança e segurança integradas.

O que ficou para trás: resistências invisíveis

O próprio processo de discovery técnico passou a ser acompanhado por momentos de “escuta do invisível”. Segundo Tânia, a resistência se manifesta em frases que pairam no ar, mas raramente são ditas: “Mais uma mudança que não vai dar em nada”, “Ninguém me escuta”, “Lá vem a nova geração com outra moda”.

“Se a raiva, o medo ou a tristeza não encontram vazão funcional, viram sabotagem, procrastinação ou cinismo. O time finge que está engajado. O líder finge que acredita”, explica a facilitadora.

Resultados mensuráveis de uma abordagem diferente

Os avanços técnicos começam a se materializar. A V8.Tech desenvolveu soluções como agentes para engenharia reversa e documentação, além de implementar sistemas de migração tecnológica que automatizam processos complexos.

A empresa estruturou um modelo de adoção interna que evolui continuamente: das ferramentas de código assistido até agentes autônomos, passando por assistentes de IA e frameworks especializados.

O futuro que já começou

Com o V8 AI Studio, a empresa visa a oferecer diferentes trilhas de engajamento para clientes, desde workshops exploratórios até desenvolvimento de produtos IA em escala. O modelo permite entrada por discovery, cocriação, proof of concept ou desenvolvimento direto, adaptando-se às necessidades específicas de cada organização.

Para o futuro, a V8.Tech estruturou um processo de submissão de desafios para o Innovation Labs, focando em processos manuais que envolvam interpretação de conteúdo, integração entre sistemas diversos e geração de documentos estruturados – exatamente o tipo de problema onde IA e inteligência humana se complementam.

“A verdadeira transformação digital é a transformação das pessoas”, resume Tânia. “E a tecnologia só floresce quando há espaço seguro para a inteligência humana acontecer.”

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Published by
Pamela Sousa
Tags: Innovation LabsV8 Tech
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