O Comitê Olímpico Internacional fez um apelo para que o público de Londres evite utilizar dispositivos móveis, como tablets e smartphones durante as competições.
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“Não queremos que as pessoas parem de interagir nas redes sociais, mas estamos pedindo que enviem mensagens por outros meios”, afirmou o COI, em nota.
O pedido causou estranheza, já que as Olimpíadas deste ano vinham sendo apresentadas como os primeiros “Jogos sociais” da história. Em 2008, os tablets ainda não existiam e o mercado de smartphones era de cerca de 20 milhões de unidades em todo o mundo.
Hoje, são mais de 54 milhões de tablets e o número de celulares inteligentes já ultrapassa os 106 milhões. Com isso, as redes sociais também sofreram impacto. Se em Pequim o Twitter apresentava pouco mais de 1 milhão de novas postagens por dia, em Londres 140 milhões de twitadas diárias são consideradas normais.
Tanta gente conectada ao mesmo tempo trouxe consequências. O fato que motivou o pedido do COI para que o público não exagere no uso das redes sociais foi a queda momentânea, durante uma prova de ciclismo realizada no último sábado, do sistema que dá, aos comentaristas de televisão, acesso imediato a todos os dados da prova.
O sistema foi apresentado como uma das grandes novidades desenvolvidas para este ano e foi criada pela Atos, empresa responsável pela infraestrutura tecnológica dos Jogos Olímpicos.
Para Londres, a empresa se preparou para um aumento de 30% no volume de dados consumidos, em comparação com Pequim.
Segundo a companhia, mais de 2 milhões de mensagens devem trafegar pelos 900 servidores e 9,5 mil computadores oficiais, que serão utilizados pelas delegações e pelos mais de 21 mil jornalistas credenciados.
Perspectiva para o Rio
Para evitar que o Rio de Janeiro enfrente os mesmos problemas daqui a quatro anos, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pediu que as operadoras de telefonia celular apresentem, nos planos de melhoria que devem ser realizadas nos próximos anos pelas empresas, detalhes de como farão para suportar o aumento na demanda proveniente dos grandes eventos que o Brasil sediará até 2016.
Além disso, pelos planos da Anatel, até a realização dos Jogos, a tecnologia 4G já deve estar em plena operação.
A Atos, que também ficará responsável pelos sistemas de TI dos Jogos de 2016, afirma que só comentará as medidas em desenvolvimento para o Rio de Janeiro após o fim da competição em Londres.
Em um estudo sobre a evolução da tecnologia para o esporte até 2020, porém, a companhia apontou tendências que envolvem o uso cada vez maior de dispositivos móveis, como a utilização de celulares e tablets para antecipação de compras e pagamentos dentro dos estádios, diminuindo filas nas lanchonetes, por exemplo.
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