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Uma análise sobre o movimento da Microsoft para a computação aberta

A Microsoft surpreendeu a indústria de tecnologia na terça-feira (28) quando se juntou ao movimento open-source de hardware, anunciando durante a Open Compute Summit em San Jose, nos EUA. Ela oferecerá as especificações do Open Compute Project (OCP) utilizadas em datacenters da Microsoft, bem como códigos para o software de gerenciamento de servidores.

A participação da Microsoft tem a ver com a mudança na trajetória do datacenter. No relatório “Previsões para 2014: Gestão de nuvem privada e de infraestrutura”, divulgado na semana passada, a empresa de pesquisa Forrester prevê a proliferação do modelo OCP-compliant e outros servidores, de baixo custo e open-source commodity.

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Ao menos um especialista, no entanto, não está convencido de que a participação da Microsoft é um claro divisor de águas. “É interessante”, afirmou o vice-presidente do Gartner Jeffrey Hewitt em entrevista por telefone à InformationWeek EUA . “Mas isso provavelmente não vai ser uma coisa em massa.”

O especialista disse que o interesse da Microsoft em OCP poderia render benefícios, mas é provavelmente mais de caráter exploratório neste momento. Ele observou que as empresas da web que usam tecnologia OCP-compliant geralmente usam o Linux, o que faz com que a mudança para os modelos de licenciamento dos sistemas operacionais da Microsoft, comparativamente “bizantinos” em relação ao Linux, seja algo difícil de se vender.

Então, o que está em jogo para a Microsoft? Uma vantagem é a validação da comunidade open-source, destaca Hewitt. Ele também apontou que a Microsoft deve ganhar com a natureza colaborativa do OCP.

“OCP era fundamentalmente um esforço para promover a disrupção nas coisas”, expôs, explicando que o Facebook fundou o projeto porque é uma parte essencial de seus negócios, o que significa que cada dólar de TI economizado se traduz diretamente para a linha de fundo da empresa.

Ao evitar os servidores OEM de alto custo em favor de projetos personalizados construídos com componentes baratos “comoditizados”, o Facebook tem sido capaz de melhorar a eficiência e reduzir custos. A empresa avançou este conceito com OCP, argumentando que o desenvolvimento crowdsourced conduziria à criação de hardware de baixo custo e altamente eficiente. A colaboração oferece duas vantagens teóricas: melhor tecnologia e aumento da demanda por servidores OCP-compliant que deve empurrar o custo dos componentes ainda mais para baixo.

O projeto atraiu outros apoiadores formidáveis ??, incluindo a fabricante de chips Intel e o banco de investimentos Goldman Sachs. “Agora não é um mau momento para a Microsoft dizer ‘Nós vamos participar’, acrescentou o analista do Gartner.

Além disso, através do compartilhamento de design usado em seus datacenters Azure, a Microsoft poderia não apenas reduzir seus próprios custos de infraestrutura, mas também convencer, pelo menos, algumas empresas e provedores de nuvem a construir projetos baseados na tecnologia Windows.

Ainda assim, Hewitt não espera que a Microsoft enxergue resultados imediatos na receita a partir de seu envolvimento com OCP. Por um lado, as ênfases do projeto não são para todos, disse ele. Datacenters de código aberto são populares entre as empresas da web, mas adotados menos amplamente em outros empresas, explica, uma vez que exigem uma certa quantidade de experiência para implementá-los e certas condições para torná-los eficientes e de baixo custo.

O analista disse que a participação da Microsoft no OCP poderia impactar negativamente no relacionamento da empresa com servidores OEMs – mas ele duvida. “Alguns clientes querem apoiar e não importam de pagar uma licença de software. [Estes clientes são] diferentes de alguém que pode escrever seu próprio código e trabalhar em open source.”

Por enquanto, Hewitt acredita que a Microsoft enfrenta pouco risco no apoio ao OCP, mas poderia se beneficiar da oportunidade ao declarar: “Nós estamos neste jogo, não fugindo dele.”

 

 

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Editorial IT Forum 365
12 anos ago

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