O Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inaugurou um programa pioneiro de pós-incubação que atende empresas recém-saídas de incubadoras de todo o País, independente de sua origem e do lugar onde estejam instaladas.
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As empresas interessadas têm até novembro de 2016 para se candidatar. O diretor do parque, José Carlos Pinto, sugeriu que as informações exigidas na fase documental sejam enviadas o quanto antes, porque a aprovação depende de disponibilidade de vaga no local. As inscrições para o edital podem ser feitas no endereço www.parque.ufrj.br.
Ultrapassada essa primeira fase, as propostas serão analisadas, envolvendo planos de trabalho e de negócios, história na incubadora de origem, dados sobre a equipe e o tipo de interação que as empresas pretendem ter com a universidade. Elas devem apresentar boas condições de crescimento e de captação de recursos.
Segundo José Carlos, que é professor do Programa de Engenharia Química do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da UFRJ, o edital propõe um tratamento privilegiado para empresas incubadas no ambiente do parque tecnológico.
As companhias pagam pela ocupação do espaço. O valor depende do tamanho da empresa e espaço que precisará ocupar. A principal vantagem é que elas recebem um pacote de serviços nas áreas de assessoria jurídica, assessoria de relacionamento, de network (rede de relacionamentos), de apoio ao desenvolvimento econômico. À medida em que crescem, as vantagens são removidas, aos poucos.
Quando termina a fase de incubação, as empresas têm um limite de tempo relativamente curto para se estabelecer no mercado. Muitas ainda necessitam da proximidade dos laboratórios e da universidade. “Esse é o espírito do edital: apostar, não em uma ideia, mas em uma empresa que teve um bom desenvolvimento em uma incubadora no Brasil”. O período de pós-incubação no parque tecnológico pode se estender até cinco anos.
No momento, quatro empresas recém-saídas de incubadoras já foram aprovadas na fase documental e estão sendo avaliadas na etapa final de propostas.
Não há limitação para nenhum setor, segundo o diretor. “A gente entende que a missão é promover a integração das empresas de base tecnológica com os departamentos, com a pesquisa e as iniciativas da UFRJ. Como a universidade tem um leque de interesses amplo, as empresas são bem-vindas, desde que possam interagir com a universidade e com o ambiente econômico e de negócios que circunda o parque.”
De acordo com José Carlos, se a empresa é bem-sucedida, pode se estabelecer de maneira definitiva no parque, mas já fora do âmbito do programa de pós-incubação. Para as empresas que se estabelecem no parque, não há limite de tempo para permanecer, desde que desenvolvam projetos com a universidade. “Nossa aposta é que as empresas possam ficar de maneira mais perene no parque”.
Inaugurado em 2003, o Parque Tecnológico da UFRJ pretende ampliar a colaboração interna das empresas com a universidade. Atualmente, há 47 empresas instaladas, sendo 13 de grande porte, cinco pequenas e médias empresas (PMEs) e 29 ‘startups’ (empresas jovens inovadoras), além de seis laboratórios.
Dois centros de pesquisas estão sendo construídos no local pelas companhias L’Oreal e Ambev. Para o diretor do parque, é importante incentivar a instalação de empresas que possam desenvolver trabalhos nas áreas de biotecnologia e biomedicina, para promover colaboração com o Centro de Ciências da Saúde da UFRJ.