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Trocando o HD do notebook

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Vocês devem ter acompanhado a coluna do Flávio Xandó-

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Aconteceu no IDF-sufoco! -onde ele relata a falha do disco rígido do seu notebook e o transtorno para trocá-lo em pleno evento internacional sem as ferramentas (softwares) adequadas para a cópia dos dados. Para resolver esse problema, eu emprestei a ele um HD meu com o respectivo case USB, mas qual é a história por trás desse meu HD?

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Vamos voltar ao artigo ASUS M6Ne-Um notebook surpreendente onde comento a possibilidade da troca do HD original por um outro um pouco mais rápido. O modelo que veio no meu notebook é um Hitachi de 60GB e 4200rpm, um disco bastante comum em notebooks, mas que não presa pela velocidade. Após algumas pesquisas identifiquei que a melhor opção seria o Hitachi de 7200rpm (também com 60GB), mas esse disco foi lançado em 2003 e custa cerca de 250 dólares!

Achei um absurdo, afinal para desktops já podemos comprar 200GB por menos de 100 dólares. Eis que há poucos meses atrás a Seagate lança os novos discos da série Momentus, com versões de 5400rpm e 7200rpm (esses últimos ainda não chegaram ao mercado) e o modelo de 100GB estava à venda por 170 dólares na AMAZON. Não é exatamente barato, mas parecia promissor e como os reviews na internet mostravam um ótimo desempenho resolvi arriscar.

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O disco original, de 60GB, 4200rpm e 8MB de cache

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E o novo Seagate Momentus de 100GB, 5400rpm e também 8MB de cache. Apesar das especificações similares, a tecnologia empregada do Seagate é muito mais recente, por isso sua performance tão boa. Testes de terceiros indicam que ele é tão rápido quanto o Hitachi de 7200rpm lançado em 2003

A compra foi feita online e aproveitei uma promoção para adquirir também o case USB, e tal conjunto fez sua estréia no episódio do Xandó. Meu desejo era trocar o HD do meu notebook pelo novo e colocar o velho no case USB, mas como estávamos no exterior e sem as ferramentas adequadas preferi deixar o novo no case até retornar ao meu laboratório no Rio de Janeiro, para proceder a troca com mais segurança. Enquanto acompanhava o drama do Xandó, vi que no meu caso seria muito tranqüilo porque o Asus M6 reconhece o disco USB no momento do boot, e por conseqüência softwares como o DriveImage ou Ghost podem operar mesmo em modo DOS, sem nenhum problema.

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Uma coisa eu não entendi, porque o disco veio em uma caixa lacrada (retail) mas na etiqueta consta que é um disco OEM. Não deveria ser…

Apesar de tranqüilo, eu encontrei na loja de um chinês (ótima loja, diga-se de passagem) um par de adaptadores IDE para usar discos de notebooks em desktops. Comprei dois que custaram pouco menos de 6 dólares cada. Ao chegar no Brasil peguei um cabo IDE comum, conectei os dois adaptadores nas respectivos conectores do cabo, peguei os dois HDs com os jumpers na posição CABLE SELECT e montei tudo em uma máquina qualquer que estava montada no laboratório.

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Com um CD de boot fiz a cópia dos dados com absoluta tranqüilidade e montei o disco novo no notebook novamente. Nada como ter as coisas a mão quando se precisa delas…

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O único detalhe é que precisei quebrar um dos pinos dos adaptadores, pois eles não encaixavam no cabo IDE. O tal pino não tem importância alguma e é usado como guia nos cabos atuais para evitar a conexão invertida, no adaptador bastou marcar o pino certo e quebrá-lo com um alicate fino.

Resumindo a história, o novo Seagate Momentus de 100GB, 5400rpm e 8MB de cache deu outra vida ao notebook. O boot ficou muito mais rápido, bem como a carga dos programas que normalmente utilizo. As operações de I/O ficaram muito mais rápidas e agora posso dizer que estou 100% satisfeito com o notebook que comprei (montei, já que também troquei as memórias originais por Corsair XMS de 1GB).

Eu sempre tive restrições aos notebooks por considerá-los caros, difíceis de mexer, com baixa performance e verdadeiras “caixas pretas” por causa dos formatos. Hoje, confesso, minha opinião mudou radicalmente. Dá pra mexer bem neles, fazer upgrades planejados com peças que encontramos em qualquer loja de rua (lá nos EUA), e o mais importante, oferecem ótima performance aliada a portabilidade.

Aqui no Brasil a cultura no uso do notebook é baixa por uma série de motivos, e consequentemente não temos a disposição peças para upgrades com a mesma facilidade que os japoneses, europeus e americanos têm, mas isso felizmente está mudando.

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Uma informação sobre esse case USB: é muito pequeno, do tamanho de um Palm, opera sem a necessidade de fonte externa usando apenas a corrente das portas USB ou Firewire, e no caso de portas com baixa alimentação elétrica (hubs e algumas portas frontais de gabinetes) ele vem com um cabo extra que pega a corrente de uma segunda porta USB e a utiliza somente para alimentação elétrica (conector redondo, similar ao de uma fonte).

É praticamente um “Pen Drive” de 100GB, só que do tamanho de um Palm Zire 72

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Editorial IT Forum 365
16 anos ago

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