Trabalhadores preferem satisfação a status profissional, indica estudo

Pesquisa promovida pela Ericsson junto a 47 mil funcionários apontou a valorização de cargas horárias flexíveis e trabalho remoto

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Uma pesquisa encomendada pela Ericsson apontou que os trabalhadores de hoje preferem felicidade a status social no trabalho. O estudo intitulado “Flexibilidade na vida profissional” foi promovido pelo ConsumerLab com 47 mil entrevistados em 23 países e mostrou que o crescimento profissional foi relegado a segundo plano nas prioridades dos funcionários, que passaram a valorizar mais a realização no ambiente corporativo.

Para mais de 50% dos entrevistados brasileiros, fatores como possibilidade de trabalho remoto e horários flexíveis contribuem para sua satisfação. Segundo eles, a mobilidade na carga horária é um fator decisivo no mercado de trabalho, com mais da metade (57%) utilizando o celular pessoal para trabalhar. Os consultados calculam gastar 33% de seu tempo em celulares para assuntos profissionais.

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“O estudo mostrou que os profissionais de hoje valorizam uma vida equilibrada, onde o trabalho se adequa aos seus horários, e não valorizam tanto o status social e crescimento rápido, como ocorria nos últimos anos”, afirma André Gualda, especialista da área ConsumerLab da Ericsson na América Latina.

A pesquisa registrou um aumento na interligação de atividades profissionais e pessoais, com 28% dos brasileiros acessando redes sociais no trabalho e 15% realizando compras online.

“Cada vez mais as pessoas conseguem fazer atividades profissionais em casa e atividades pessoais no trabalho. Esse mix de atividades e a liberdade de atuação contribuem para o aumento da satisfação dos trabalhadores onde a tecnologia é usada a favor, como uma ferramenta facilitadora”, argumenta Gualda.

Ainda segundo o relatório, os funcionários em países em desenvolvimento (como Brasil, China e México) fazem mais downloads de novos aplicativos que seus homólogos em outras regiões.

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