Toda inovação de ruptura é criada por startups, diz sócio-fundador da SP Ventures

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Toda inovação de ruptura é criada por startups
Toda inovação de ruptura é criada por startups
“Toda inovação de ruptura é criada por startups”. A frase é de Francisco Jardim, sócio-fundador e gestor responsável pela SP Ventures, empresa de venture capital que busca constantemente novos players para investimentos. Uma das últimas grandes apostas da empresa é a Nexxto, startup que tem como foco principal a internet das coisas (IoT, da sigla em inglês). 
 
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Um dos diferenciais das startups, de acordo com Jardim, é que elas nascem querendo ser grandes e promover uma distribuição criativa, ou seja, tirar os players tradicionais da zona de conforto. É essa flexibilidade que levou a SP Ventures a investir na Nexxto e liberar, em fevereiro, um aporte de valor não divulgado.

“Procuramos por uns dois anos e não encontramos nenhuma companhia que estava trabalhando com internet das coisas, de fato”, disse. “Eles tinham visão, comprometimento, capacidade de entrega e estavam bem-estruturados, tinham o produto, clientes e receita recorrente.”
 
Fundada em 2010 pelos sócios-fundadores Antonio Carlos Rossini Junior, Lucas Frederico Albrecht de Almeida e Matheus Nani Costa, a startup foi originalmente chamada de RFIDEAS por ter como foco inicial soluções que tinha como base a tecnologia RFID. Agora, a companhia assume uma nova posição estratégica e de marca, ganhando o nome de Nexxto. 
 
De acordo com Almeida, também diretor de marketing e vendas da empresa, a startup já conta com uma carteira de 15 clientes que assumiram o compromisso de serem os primeiros a participarem do projeto piloto para a adoção da sua solução: o ARTIS (Acrônimo para Automatic Real Time Information System), um sistema de rastreamento, controle e gestão de objetos em tempo real, que usa tecnologia RFID. A carteira de clientes conta com grandes nomes como Uol Diveo e BM&F Bovespa.

Rumo ao futuro

A solução visa a reduzir em 80% os desvios de equipamento, gerando economia de 90% no tempo gasto para completar o inventário dos ativos para atualizar informações nos sistemas de controle.

No momento, o ARTIS é usado para o monitoramento de equipamentos de TI em data centers, bem como controle de inventário automatizado para ativos fixos – atualmente a empresa monitora mais de 200 mil ativos tecnológicos e não-tecnológicos em mais de 10 diferentes localidades em todo o País. No momento, sete dessas companhias já estão em fase de pré-testes, que começarão oficialmente em outubro. 
 
Com a primeira rodada de investimentos do começo do ano, foi possível investir no amadurecimento técnico da tecnologia, no aumento das equipes, especialmente no comercial e na de desenvolvimento que antes era essencialmente software.
 
Agora, como Rossini Junior, também CEO da empresa, ressalta que a companhia é responsável também pela produção do hardware da solução. Eles possuem um laboratório em sua sede, em São Paulo, onde são criados e testados seus produtos e tecnologias. “O software não é somente a aplicação que vai no smartphone, mas também todo o backend, ou seja, tudo o que está controlando por trás”. 
 
O público-alvo da Nexxto atualmente são pequenas e médias empresas, especialmente data centers. As vertentes são diversas, que passa de saúde, financeiro, ti e até mesmo pelo varejo. 
“Quando o cliente adquire nosso produto, ele está investindo na nossa proposta de valor, onde ele não tem que ficar se preocupando em lidar com diferentes contratos”, afirma Almeida. 
 
Sem abrir números, a empresa tem como meta para este ano atingir uma taxa de crescimento de cinco vezes mais que o conquistado no ano passado. Além disso, há planos para um futuro um pouco mais distante de introduzir a tecnologia para o mercado na América Latina, bem como permitir que a solução chegue acessível às micro e pequenas empresas, bem como ao mercado B2C – este último com uma previsão de entrada para o final de 2016. 
 
“Antes precisamos amadurecer a plataforma. O mercado de consumo é mais restrito. A plataforma tem que ser testada várias vezes e estar madura o suficiente porque no B2C temos apenas uma chance de decolar”, observa Almeida.

Nesse ponto, a empresa já está testando uma nova tecnologia: as Smart Tags, que permitirão o monitoramento inteligente de temperatura, localização, segurança e movimentação de qualquer item que se queira controlar. “Com elas queremos endereçar problemas reais”, diz Almeida.

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