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Tendências em Telecom para 2020

A indústria de telecomunicações tem sido protagonista na transformação digital, que se encontra em andamento, pois sua infraestrutura é um caminho necessário para que a economia digital aconteça. E desde o dia 1º de maio de 1995, quando pela primeira uma conexão à internet aconteceu no Brasil, o mercado não parou de evoluir. Desde então, mundialmente, vimos nascer a indústria “ponto com” e sua bolha estourar – entre 1999 e 2000. Após isso, o setor inteiro foi encarado com ceticismo, até o começo dos anos 2010, onde a partir daí, a economia passou a ser profundamente transformada pelas empresas de tecnologia.
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Várias indústrias foram impactadas, com destaque para mobilidade urbana, educação, viagens, serviços financeiros, entre outros setores que, por meio de empresas de tecnologia, essencialmente, ligadas à infraestrutura de telecomunicações, vêm experimentando novos modelos de negócios, aproximando-se dos clientes e tornando as relações mais amigáveis. Ao mesmo tempo vemos que, paradoxalmente, a tecnologia vem mudando áreas de atendimento e backoffice para as relações digitais, com algoritmos potentes que transformam hardwares em dispositivos capazes de entender, interpretar e propor decisões, como Machine Learning e Inteligência Artificial.
No que se refere ao acesso à internet, atualmente, na América Latina, existem perto de 2 bilhões de dispositivos conectados, o que significa que 70% da população está “online”. O tráfego de dados vem crescendo 21% ao ano desde 2017 e continuará na mesma taxa até 2022. A velocidade média de acesso deve subir de 11.7 para 28.1 Mbps nesse intervalo. E tudo indica que o aumento da demanda por dados não esteja em um ciclo de acomodação.
A demanda por conteúdo de streaming e VOD (vídeo sob demanda) vem crescendo rápida e constantemente. Também crescem as aplicações de câmeras IP, realidade aumentada e virtual, games, agricultura de precisão, entre outras aplicações. Além disso, é importante projetar aos efeitos do 5G, ainda desconhecidos.
Mas, um aspecto será mais importante, no que se refere à velocidade de conexão. Reduzir a latência. Isso, porque o que importa é o quão rápido se consegue proporcionar ao cliente o acesso ao conteúdo desejado, e não mais a quantidade de banda ofertada. A tendência é que as operadoras invistam cada vez mais em fornecer um serviço que proporcione ao seu cliente, um acesso de maior velocidade a conteúdos específicos, como clouds e ambientes privados (CDNs, Peering Points, Direct Peering). Latência será um atributo muito importante mais do que a largura de banda (erroneamente chamado de velocidade de conexão).
Além disso, as tecnologias disruptivas como o 5G, que deve ter seu Leilão de frequências (ou pelo menos uma definição do seu modelo) em 2020, demandarão investimentos para atualização de rede e novas células de transmissão (Small Cells/ Micro Cells), movimentando o mercado de infraestrutura de telecomunicações.
Outras tendências do mercado de Telecom são aplicações de alta complexidade que demandam de redes Carrier Grade e de altíssima disponibilidade. Isso criará a necessidade ainda maior de investimentos em segurança das informações com Big Data, Analytics e IoT. Para tanto, as operadoras passarão a ter ofertas mais sofisticadas de produtos.
Em 2020, ofertar somente Voz e Dados deixará as empresas defasadas. Disponibilizar soluções para os clientes é uma demanda do mercado no próximo ano e, cada vez mais, as operadoras que não investirem para acompanhar essa tendência, ficarão marginalizadas, não atingindo a escala necessária e sofrendo com a queda de margem constante.
O próximo ano reserva grandes avanços tecnológicos, que demandarão investimento e inovação no mercado de Telecom.
*Por Carlos Eduardo Sedeh, CEO da Megatelecom, empresa que oferece serviços personalizados na área de telecomunicações e Diretor Executivo da Telcomp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas).
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Ana Gabriela De Callis
Tags: 2020telecom
6 anos ago

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