A terceira passagem do CEO da
Suse, Nils Brauckmann, no Brasil ganhou contornos diferenciados. Essa foi a primeira vez que o executivo esteve por aqui
depois da compra da Attachmate, proprietária da Novell e da Suse Linux, pela Micro Focus e como líder global da companhia. “Conheci muitos clientes na semana que estive aqui e percebi que eles são muito avançados tecnologicamente e estão bastante empenhados na digitalização de seus negócios”, afirmou Brauckmann, que assumiu o posto no final de 2015 depois de alguns anos como presidente da operação da Suse na Alemanha.
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Em sua visita ao País, ele também teve a oportunidade de falar aos funcionários sobre o constante crescimento da empresa. Segundo ele, os negócios vão bem e no último resultado apresentado, referente ao semestre, o salto foi de 17%. Para o consolidado do ano fiscal, que acaba em abril, a companhia espera expansão semelhante. “Nosso plano para o próximo ano fiscal prevê crescimento de 20%”, disse o executivo.
Segundo ele, os negócios crescem expressivamente e seu desafio é ajudar nessa jornada. “De 2011 [quando entrou na Suse] até hoje, dobramos o tamanho da companhia e desenvolvemos mais produtos”, assinalou, contando ainda que parte de seu tempo, hoje, também é voltado para recrutar os líderes certos para suportar essa expansão.
Brauckmann indicou que o Brasil é mercado-chave na América Latina para a Suse, que oferece software de código aberto e infraestrutura de cloud, armazenamento e software de código aberto Linux. “Toda a região está em expansão. No último ano, a América Latina cresceu 50% e o Brasil destaca-se.”
Marco Leone, presidente da Micro Focus e Suse no Brasil, acrescenta que no último ano a empresa registrou em solo nacional salto de 75% em receita em dólares. A expectativa até o final do ano fiscal vigente é de expansão de 100%. “Temos uma estratégia realmente open source, excelentes produtos que suportam nosso posicionamento e parceiros de qualidade”, justificou o executivo sobre a razão do aumento da demanda das soluções Suse.
Futuro
Os executivos destacaram que por enquanto as marcas Micro Focus e Suse serão mantidas e os negócios seguem separados. As duas empresas, atualmente, têm CEOs distintos. No Brasil, Leone responde pelas duas companhias. Contudo, há sinergia total na abordagem no mercado, garantiram.
A ideia agora é investir em mais equipes de vendas e suporte técnico para ampliar os negócios. Brauckmann destacou algumas verticais que têm tido interesse nas soluções da Suse, como serviços financeiros. Além disso, a empresa tem apostado no fortalecimento das parceria. “Não queremos ter todo o stack, por isso apostamos em alianças.” Um dos exemplos é com a SAP. “Atualmente, somos líderes em sistemas operacionais para Hana e aplicações SAP”, apontou.
O executivo acredita que, hoje, mais do que nunca companhias, especialmente as brasileiras, estão abertas para considerar open source sem suas estratégias, uma vez que a abordagem aberta promove mais inovações e reduz o tempo de ir ao mercado. “Em razão desse quadro, nossas expectativas são as maiores”, finalizou.