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SolidWorks acelera engenharia com IA, enquanto SaaS avança sem aposentar modelo perpétuo

Mario Belesi, diretor para América Latina da SolidWorks. Imagem: Roberta Prescott/Divulgação

Antes da aplicação da inteligência artificial (IA), o processo de engenharia, do desenvolvimento ao design, passando pela escolha de materiais e pelos mínimos detalhes, era realizado manualmente. A adoção da IA contribui para acelerar a execução dos projetos, e a inteligência artificial generativa (GenAI) amplia esse ganho ao oferecer um nível adicional de suporte.

“No cenário anterior, era necessário pesquisar materiais, realizar simulações e definir se seriam usados plástico, alumínio ou outras ligas. Hoje, essas decisões passam a ser sugeridas pela própria IA”, explicou Mario Belesi, diretor para América Latina da SolidWorks, durante o 3DExperience World, que acontece em Houston, nos Estados Unidos*.

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Na primeira semana de fevereiro, a Dassault Systèmes lançou mais dois modelos de inteligência artificial generativa, batizados de Leo e Marie, que se somam a Aura, que havia sido lançada no ano passado. Belesi relatou que o momento de adoção é bem heterogêneo entre as companhias e passa pelo entendimento da tecnologia e seu uso, o que demanda também treinamento. Faz parte da curva de adoção, tal qual qualquer produto, apontou, em conversas com jornalistas brasileiros no evento da companhia nos Estados Unidos.

Leia também: Na nova industrialização, IA vira infraestrutura e tudo é definido por software

Os assistentes virtuais — chamados de companheiros virtuais pela companhia francesa — passam a fazer parte das soluções, sendo incluídos nos licenciamentos. Há pouco mais de três anos, a Dassault Systèmes incorporou a venda por serviço, baseada na nuvem, ao tradicional modelo de licença perpétua com renovação do suporte. A mudança foi bem recebida, tanto que, atualmente, 45% das vendas nas Américas do Sul e Central, estão sob o modelo software como serviço (SaaS).

Belesi assinalou que acredita em uma tendência de alta para a venda como serviço, mas ainda vê a existência da licença perpétua como um diferencial — e a disponibilidade de ambas representando flexibilidade para o cliente. “Não temos previsão de acabar com o modelo perpétuo, porque representa 55% das receitas na região”, assinalou.

Nas Américas Central e do Sul, são cerca de 15 mil clientes e entre 60% e 70% do número de licenças são de empresas de tamanho médio para grande. O Brasil corresponde a cerca de 70% dos negócios.

A operação na região vem se destacando, com crescimento acima do projetado. De 2024 para 2025, o aumento foi de 25%. O ano passado fechou acima da meta de 16%. “Somos a geografia número 1 do mundo de novo e pelo terceiro ano consecutivo”, destacou o diretor, acrescentando que 2023 foi o melhor ano da história da SolidWorks para a região — e o mesmo ocorreu nos últimos dois anos. O diretor diz que o crescimento é orgânico e que a empresa tem aumentado os ‘tentáculos’ em todos os territórios.

Recentemente, o Centro Paula Souza fechou a contratação de serviços de fornecimento de 10 mil licenças de software Solidworks, o que vai contribuir para difundir a marca e aumentar seu marketshare. Para ampliar sua capilaridade, a empresa trabalha com 29 distribuidores, totalizando 600 profissionais e 45 escritórios nas Américas.

*A jornalista viajou a convite da Dassault Systèmes

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Pamela Sousa
Tags: 3DExperience WorldSolidworks
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