“Decidimos desenvolver o projeto devido a alta mortalidade das micro e pequenas empresas brasileiras, que não sabem como utilizar a tecnologia da informação para alavancar seus negócios”, explica Jairo Martins, diretor geral da Siemens Business Service.
A primeira etapa do programa consiste em treinamento, onde serão oferecidos três cursos – e/m-Time, eletronic@BusinessCheck e P Lab 3 -, que pretendem ajudarão as empresas a adotar o e-business na redução de custos, aumento da competitividade e maior agilidade nos processos. Na segunda fase está prevista uma consultoria comunitária vertical, de acordo com cada área de atuação.
Por fim, o projeto é concluído quando as companhias partem para a implementação dos planos de comércio eletrônico. É aí que os parceiros entram como fornecedoras de suporte tecnológico. A Siemens, por sua vez, oferecerá serviço de hospedagem através de seu data center. “Ao invés de investir em plataformas de hardware e software, as empresas podem alugar nosso servidor. O importante é que o custo seja acessível às micro e pequenas empresas”, destaca Martins. Para o programa, a Siemens está investindo R$ 3 milhões na ampliação do centro de hosting.
“Dentro de seis meses as empresas deverão estar incluídas digitalmente”, prevê o diretor. Previsto para começar durante este mês, o projeto já conta com a adesão de mais de 150 micro e pequenas empresas de Pernambuco, escolhida para dar o ponta pé inicial graças ao pólo de desenvolvimento de informática instalado em Recife – o Porto Digital – de onde saem muitas empresas incubadas que desenvolvem software.
A participação do Sebrae tem sido importante para expandir o programa a outros Estados brasileiros. “Já existe interesse dos governos da Bahia e do Pará em implantar programas semelhantes”, ressalta Martins. O executivo afirma que o objetivo do programa, além de fomentar negócios, é promover a cidadania, propiciando mais tempo de vida para essas empresas, além de contribuir para ajudar a resolver o problema do desemprego local. “Cerca de 96% dos empregos gerados no país estão nas micro e pequenas empresas. Então, uma saída para esta questão é a sobrevida dessas companhias”, completa.
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