Imagem: Sensedia/Divulgação
A Sensedia anunciou nesta quinta-feira, 21 de maio, uma mudança de posicionamento que vai além do lançamento de produto. A empresa, conhecida há mais de uma década como fornecedora de plataformas de gerenciamento de APIs, apresentou durante a 11ª edição do APIX, no World Trade Center, em São Paulo, um AI Gateway que amplia sua atuação para a governança e o controle do uso corporativo de agentes de inteligência artificial.
A virada estratégica acompanha o que o setor chama de era agêntica: o momento em que as empresas deixam os projetos-piloto de IA para trás e passam a operar agentes autônomos capazes de executar processos de negócio sem intervenção humana contínua. É nesse contexto que a Sensedia aposta que o problema central não está nos modelos de linguagem, mas na infraestrutura que os conecta aos sistemas corporativos.
“Se o API Gateway foi o centro da conectividade empresarial na última década, o AI Gateway surge como a camada de controle para um mundo agêntico. O desafio agora não é apenas disponibilizar dados, mas garantir que agentes de IA os utilizem com segurança, governança e previsibilidade de custos”, afirma Kleber Bacili, cofundador e presidente-executivo da Sensedia.
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Sem um ponto centralizado de controle, as organizações enfrentam o crescimento da Shadow AI, o uso fragmentado e não monitorado de inteligência artificial que expõe chaves de API, tira os orçamentos de controle e deixa dados sensíveis circulando sem rastreabilidade. O risco, segundo a Sensedia, cresce na mesma velocidade da adoção.
A plataforma atua como ponte entre os sistemas determinísticos das empresas, como ERPs e CRMs, e o comportamento não determinístico dos Grandes Modelos de Linguagem (LLMs). Por ser agnóstica, roteia tráfego entre modelos da OpenAI, Anthropic, Google e Meta, e opera em infraestruturas da AWS, Azure ou GCP sem criar vínculo com um único fornecedor.
Os recursos anunciados incluem controle centralizado de acesso a MCPs (Model Context Protocols) e dados sensíveis, monitoramento de custos associados a tokens e processamento, e observabilidade do comportamento dos agentes nas interações com sistemas corporativos.
“A governança precisa estar presente desde o início da estratégia de IA. Isso é especialmente relevante em setores regulados, como serviços financeiros, seguros e varejo, onde a adoção de agentes autônomos exige controle rigoroso sobre dados e processos”, diz Marcilio Oliveira, cofundador e diretor de crescimento da Sensedia.
A expansão não segue o roteiro tradicional de crescimento por etapas. A Sensedia lança o produto ao mesmo tempo no Brasil, na América Latina e nos Estados Unidos, uma decisão que reflete tanto a maturidade da companhia quanto a velocidade com que o tema de governança de IA ganhou relevância global.
O movimento tem respaldo de analistas. Segundo o Gartner, cerca de 70% das equipes de engenharia que desenvolvem aplicações com inteligência artificial deverão utilizar AI Gateways até 2028 para aumentar confiabilidade, segurança e eficiência operacional.
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