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Sandra Vaz lidera Red Hat Brasil com foco em inovação e fortalecimento do ecossistema

Imagem: Divulgação

Há alguns anos, Sandra Vaz, country manager da Red Hat Brasil, trabalhava em uma big tech parceira da Red Hat. Na época, ela ganhou um boné da empresa e, diferentemente de outros brindes que recebia, decidiu guardá-lo. Naquele momento, Sandra não fazia ideia de que, anos depois, assumiria a liderança da operação brasileira da companhia, levando sua visão estratégica e paixão pela colaboração para o centro de uma das empresas mais relevantes do setor.

Agora, a executiva reflete sobre essa jornada com entusiasmo e orgulho. “A Red Hat tem uma cultura muito especial, diferente de qualquer outra empresa em que trabalhei. A abertura, a mentalidade colaborativa e o foco em comunidades open source foram o que mais me atraiu desde o início”, conta.

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Foi durante a pandemia, um momento de intensas mudanças, que ela ingressou na empresa, já trazendo na bagagem a experiência de liderar equipes remotas pela América Latina, assumindo a área de Parceiros. “A pandemia quebrou muitos paradigmas, mas para mim foi uma transição tranquila. Já estava acostumada com o home office e consegui construir um time integrado com resultados significativos.”

Nos últimos quatro anos, Sandra foi peça-chave na expansão da área de Alianças e Canais na América Latina, alcançando um crescimento de 34% na região. Sob sua liderança, a Red Hat não só agregou novos parceiros como também consolidou relações com gigantes da nuvem, os chamados hyperscalers. “Entregamos soluções inovadoras na nuvem e construímos um relacionamento sólido com nossos parceiros de negócios, sempre focando na abertura e na comunicação clara”, afirma.

Agora, como líder da operação brasileira, Sandra assume novos desafios e uma proximidade ainda maior com os clientes finais. Sua missão é clara, revela: levar inovação não apenas às empresas, mas à sociedade como um todo. Ela cita exemplos inspiradores, como o Banco da Amazônia (BASA), que utiliza soluções da Red Hat para atender populações ribeirinhas com mais agilidade e inclusão financeira. “Quero ampliar a atuação para que possamos entregar soluções tecnológicas que impactem positivamente as pessoas. É sobre conectar tecnologia à vida real.”

Código aberto como motor da transformação

Para Sandra, a essência da Red Hat está no código aberto e na colaboração. Ela acredita que o modelo open source deixou de ser uma aposta para se tornar um padrão global e conquistou as grandes empresas. “O mundo entendeu que o open source só traz benefícios. Saiu-se de um modelo em que todos guardavam segredos para um ambiente de colaboração contínua. Isso é poderoso porque permite a integração e a evolução constante.”

Além de apoiar as grandes empresas brasileiras na transformação digital, a Red Hat também busca democratizar a tecnologia, segundo ela. Soluções baseadas em Linux, por exemplo, são escaláveis o suficiente para atender desde uma padaria até corporações gigantescas. “A nuvem trouxe flexibilidade e custo-benefício, e a inteligência artificial (IA) será a próxima onda. Segundo o Gartner, 85% das empresas brasileiras irão adotar IA em breve, e estamos prontos para apoiá-las nesse caminho”, afirma.

ESG, diversidade e liderança feminina

Sandra também vê o Environmental, Social and Governance – Ambiental, Social e Governança (ESG) como um eixo essencial na estratégia da Red Hat. “Nosso maior desafio é gerar inovações que incorporem ESG à pauta dos clientes. A tecnologia pode e deve ser uma aliada na construção de um futuro mais sustentável.”

Inspirar mulheres na tecnologia também é um de seus pilares. “Minha trajetória foi marcada por aprendizado constante e pela vontade de inovar. Quero que outras mulheres saibam que é possível alcançar posições de liderança. A construção da sua carreira é algo só seu, mas é essencial estar sempre aprendendo e se desenvolvendo.”

Para Sandra, a cultura aberta da Red Hat tem um papel importante nesse processo: “Fui muito bem recebida e sinto que há espaço para diferentes perspectivas. Minha responsabilidade agora é continuar inspirando e pavimentando o caminho para outras mulheres.”

Futuro da Red Hat no Brasil

Com os olhos voltados para 2025, Sandra aponta três pilares que guiarão a Red Hat no Brasil: inteligência artificial, automação e virtualização. “Essas tecnologias estão conectadas e serão fundamentais para garantir segurança, eficiência e inovação. Nosso leque de soluções é robusto o suficiente para apoiar desde empresas privadas até iniciativas públicas voltadas para o cidadão.”

Com a liderança de Sandra depois da passagem de bastão de Gilson Magalhães, que assumiu a liderança da companhia para a América Latina, a Red Hat entra em um novo capítulo no Brasil, unindo a cultura colaborativa do open source à inovação tecnológica que transforma vidas. E, como aquele velho boné guardado anos atrás, Sandra promete manter a essência da empresa enquanto amplia seu impacto no País. “É um trabalho de pessoas, para pessoas. E isso é o que me motiva todos os dias.”

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Published by
Deborah Oliveira
Tags: Red HatSandra Vaz
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