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SaaS no Brasil: o impacto da computação em nuvem nas finanças empresariais

Imagem: Shutterstock

O Brasil avançou para a 11ª posição no ranking mundial no segmento de software, com uma participação de 1,5% do mercado global. A exportação de software cresceu 17%, e a exportação de serviços aumentou 17,5% em 2023, indicando um potencial de expansão internacional para as empresas brasileiras, conforme dados da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES).

A adoção da computação em nuvem, especialmente o Software como Serviço (SaaS), cresce de forma acelerada no Brasil. Segundo a ABES, o país voltou a figurar entre os 10 maiores investidores em Tecnologia da Informação (TI) no mundo, ocupando a 10ª posição no ranking, refletindo uma busca das empresas por inovação, eficiência operacional e redução de custos. Em 2023, o investimento em TI no Brasil atingiu cerca de R$ 262 bilhões, considerando os mercados de software, serviços, hardware e exportações do segmento.

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O estudo da ABES destaca ainda que o mercado brasileiro de programas de computador desenvolvidos no país representou aproximadamente 35% do investimento total, confirmando a tendência de aumento na participação do software nacional. Com mais de 37 mil empresas dedicadas ao desenvolvimento, distribuição e prestação de serviços no mercado nacional, o Brasil possui um ecossistema robusto, tendo 92% dessas empresas classificadas como micro e pequenas, demonstrando diversidade potencial de inovação local.

 Leia também: Governança, ética e explicabilidade: como CEOs podem transformar a pressão em vantagem na era da IA 

Apesar desse cenário promissor, muitas empresas brasileiras ainda enfrentam desafios significativos para contabilizar adequadamente taxas pagas pelos serviços de SaaS e custos relacionados à implementação. A rápida evolução tecnológica e as Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS) têm gerado complexidades para as áreas financeiras, como a classificação correta dos custos de implementação e utilização dos serviços SaaS, a determinação de quais custos devem ser capitalizados como ativos intangíveis e quais devem ser reconhecidos como despesas, e a compreensão e aplicação das recentes orientações do IFRS no contexto brasileiro.

A transformação digital não é apenas uma questão tecnológica, mas também financeira e regulatória. A falta de preparo e conhecimento técnico pode resultar em demonstrações financeiras imprecisas e, até mesmo, sanções regulatórias. Para aproveitar os benefícios da computação em nuvem, as empresas brasileiras precisam investir não somente em tecnologia, mas também em conhecimento contábil especializado.

Avaliar se o serviço contratado resulta na aquisição de um ativo intangível ou se é um contrato de serviço contínuo influencia diretamente na forma de contabilização, impacta os resultados financeiros e diretamente métricas de performance como EBITDA. Também é importante identificar quais custos podem ser capitalizados, como é o desenvolvimento de interfaces controladas pela empresa, e quais devem ser reconhecidos como despesas imediatas, como treinamentos e migração de dados. Revisar e atualizar as políticas contábeis para refletir as novas orientações das IFRS garantirá conformidade nos relatórios financeiros. Promover treinamentos para a equipe financeira e contábil manterá todos atualizados sobre as melhores práticas e normas aplicáveis.

Empresas que entendem e aplicam adequadamente as normas contábeis podem oferecer maior transparência para investidores e stakeholders, facilitam o acesso a financiamentos e investimentos, melhoram a competitividade no mercado, evitam penalidades e aproveitam incentivos fiscais. Elas também geram economias substanciais e melhoram resultados financeiros.

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Pamela Sousa
Tags: finanças empresariaisSaaS
2 anos ago

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