criança e robô
Até pouco tempo, robôs eram considerados um mal para a humanidade. Segundo o universo cinematográfico, eles chegariam para dominar humanos, roubar empregos e causar problemas em diversas áreas. Claro que ainda é um tema em discussão. Mas o cenário que se desenha é outro, na linha do BB-8, do filme Start Wars, que aposta na colaboração. Com a ascensão dos chamados robôs sociais, a ideia é que as máquinas sejam uma plataforma para humanizar a relação com as pessoas.
Essa é a proposta do Jibo, primeiro robô social criado por algumas das mentes mais respeitadas em robótica social e inteligência artificial do Massachusetts Institute of Technology (MIT), incluindo a professora e pioneira nessa indústria, Cynthia Breazeal. O robô, inclusive, acabou de ganhar o prêmio de Melhor Invenção de 2017, da revista Time, e foi considerado uma inovação que torna o mundo melhor, mais inteligente e até mais divertido.
Cynthia participou nesta semana do Women’s Forum, promovido pela CA Technologies no CA World, realizado em Las Vegas (EUA), e contou como surgiu seu interesse por tecnologia e especialmente por robótica. “Fui inspirada aos dez anos quando assisti ao Star Wars. Os robôs inteligentes e suas personalidades chamaram a minha atenção e sabia que era o caminho que queria seguir”, lembrou.
Quando Cynthia ingressou na faculdade, enveredou para a pesquisa em robótica. E nesse momento, um importante acontecimento histórico a incentivou a seguir com seu sonho. Em 1997, a Nasa enviou para Marte seu primeiro robô. “Quando iniciei, então, meu PhD, comecei a pensar por que eles não estavam em nossas casas. Eu queria um robô com sentimento, que pudesse interagir com os humanos”, contou.
Foi aí que surgiu o primeiro rastro do Jibo, um robô social revolucionário, projetado, como explicou a acadêmica, para melhorar a qualidade da vida das pessoas por meio da educação, coaching e informações relevantes para o dia a dia dos humanos. Diferentemente de assistentes pessoais, como a Siri, da Apple, o Jibo tem um forte senso de humor e por isso tem conquistado de jovens a adultos. “É útil e ao mesmo tempo divertido. Isso nunca foi feito antes.”
Jibo, o robô social criado pelo MIT
“Acredito que robôs sociais podem contribuir de forma positiva em vários aspectos de nossas vidas, gerando qualidade. Mas, antes de chegarmos lá, precisamos apresentar robôs sociais como algo natural. É isso que estamos fazendo com o Jibo”, ressaltou. Para Cynthia, robôs sociais são a nova plataforma para engajamento humanizado e o Jibo pode ser considerado o Apple 1 do mercado de robôs. “Esse é apenas o primeiro passo”, finalizou.
*A jornalista viajou a Las Vegas (EUA) a convite da CA Technologies
A pressão por controle de custos vem alterando a dinâmica das áreas de tecnologia nas…
O mercado brasileiro de fintechs passou por uma transformação no perfil dos investimentos em 2025.…
O avanço da inteligência artificial e o uso estratégico de dados vêm transformando a forma…
Por Ramon Ribeiro Quase metade do código produzido por assistentes de inteligência artificial contém vulnerabilidades…
Peça a um modelo de inteligência artificial que gere a imagem de uma cidade, sem…
O IT Forum apresenta, semanalmente, os novos executivos e os principais anúncios de contratações, promoções e mudanças…