O secretário municipal de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Franklin Coelho, apresentou na última terça-feira (17/9) as iniciativas locais para integrar políticas municipais e nacionais na área de ciência e tecnologia (C&T). O carro-chefe é a infraestrutura cibernética na cidade, no âmbito do programa TI Maior.
Uma das principais iniciativas está a conclusão da instalação de 300 quilômetros de cabos de fibra óptica no município, em fase de conclusão, cujo eixo central é a conexão. “Não existe cidade inteligente sem conectividade. Nós retomamos esse programa, datado de 2007, em 2010. Hoje, está em fase de conclusão e esse backbone irá apoiar uma série de iniciativas”, explica Coelho. O projeto visa atender os gargalos especialmente em regiões como as zonas norte e oeste.
Para 28 pontos críticos de integração ao backbone, pelos quais passam hospitais, escolas e outras instalações críticas, o orçamento recebido foi de R$ 5 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e R$ 400 mil da prefeitura do Rio de Janeiro. Outros pontos de ligação ficam a cargo da administração municipal, que conta com um convênio com a Telebrás. “Lançamos mão de todas as oportunidades para melhorar a qualidade de banda e latência da rede, necessidades para o Rio”, diz Coelho.
Além disso, a prefeitura consolidou a meta de finalizar a instalação de mais 40 naves dentro do projeto Praças e Naves do Conhecimento. São centros de acesso digitais, nos quais a população pode, dentre outras atividades, realizar cursos de ensino a distância (EaD) e presenciais para capacitação, obter alfabetização digital, assistir sessões de cinema, usar iPads, entre outras atividades. Atualmente, existem seis delas em funcionamento – inclusive uma em uma comunidade. Ao todo, o projeto receberá R$ 200 milhões de investimento com verba municipal.
Estão contemplados também maratonas de hackers para desenvolvimento de aplicativos que beneficiem a administração pública dentro do programa Rio Apps, que distribuirá R$ 93 mil em prêmios; e o Rio10+, projeto colaborativo que recebe ideias dos cidadãos para melhorar aspectos da cidade. “Relacionado a isso está nossa base pública de dados, a Riodatamine, utilizada pelos desenvolvedores e abertas dentro do conceito open source, ligado até a Big Data”, completa o secretário. Ele não revelou os investimentos totais do conjunto de ações.
A proposta foi recebida pelo ministro da ciência, tecnologia e inovação, Marco Antonio Raupp. A intenção é trabalhar a participação em fundos de financiamento, incluindo fundo de ciência e tecnologia e a Fapesp, e também a capacitação de mão de obra dentro do programa TI + Educação, com pequenos cursos para áreas da tecnologia da informação. “Existe uma clara intenção da prefeitura do Rio de investir em TI”, conclui o secretário.
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