Com DNA 100% brasileiro, a Riachuelo conta com 295 lojas espalhadas por todo o território nacional, além de estrutura logística, centro de distribuição e fábrica próprias. Por atuar em um mercado altamente dinâmico, onde tendências ditam as coleções que vão para as araras, a empresa entendeu que analytics é peça-fundamental de sua estratégia.
Assim, foi criada, já há algum tempo, uma área para tratar do tema, composta por um time de estatísticos, matemáticos e economistas. Seu objetivo é nutrir as áreas de negócios com importantes insights que balizam as tomadas de decisão.
“Nossa missão, portanto, é olhar o que dizem os dados. Recentemente, analisamos o histórico de vendas, identificamos os campões e produzimos mais peças”, exemplifica Paulina. A iniciativa deu tão certo, que se tornou recorrente, comemora.
Apesar da produção em linha com a demanda, a Riachuelo busca enviar para suas lojas pequenas quantidades de cada coleção, justamente para manter a exclusividade dos produtos. Esse cenário, portanto, é desafiador para a área de analytics, explica a executiva. “Olhamos para os dados e aprendemos com eles. Para algumas categorias, descobrimos que temos de produzir mais do que uma peça. Estamos aprendendo a lidar com esse desafio”, conta.
Ainda com base nos dados, assinala Paulina, é possível indicar quais peças precisam de remarcação de preço ou quais devem entrar em liquidação, por exemplo.
A resposta de Paulina para essa pergunta é, sem dúvida alguma, não. “Não imagino a Riachuelo sem o uso de dados. Não conseguiríamos caminhar, seguramente”, alerta ela, acrescentando que como a Riachuelo atua em vários estados, a performance por região e por produto varia, algo que é possível visualizar a partir da análise de dados.
“Qualquer decisão seria baseada no feeling. A ideia do número é desafiar isso. O feeling é a exceção e não a regra. Não sou contra ele. Claro que ajuda, mas o número não mente”, observa a executiva.
Para empresas que estão começando agora suas jornadas analíticas, Paulina lista algumas importantes recomendações, com base em aprendizados acumulados em sua carreira na área. “É fundamental sempre mostrar os benefícios dos números em termos de negócios. Esse é um grande desafio das empresas”, ensina.
Segundo ela, é possível extrair ouro dos dados, mas é preciso que o time tenha claro quais serão os objetivos de negócios do projeto de analytics. “Só assim é possível tirar vantagem dessa estratégia”, finaliza.
*A jornalista viajou a Anaheim, na Califórnia (EUA), a convite da Teradata
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