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Redundância geográfica: uma das prioridades das empresas na era digital

Foto: AdobeStock

Nunca há um bom momento para os sistemas de dados digitais pararem de funcionar. Quando ocorrem interrupções não planejadas, colocar os equipamentos em operação rapidamente e restaurar os dados pode significar a diferença entre uma organização bem-sucedida e uma extinta.

Na economia altamente conectada e sempre ativa em que vivemos hoje, é essencial ter um sólido plano de continuidade de negócios/recuperação de desastres (BC/DR, nas siglas em inglês) em vigor. Vale destacar que a recuperação de desastres (DR) não é a mesma coisa que alta disponibilidade (HA). Ambas visam manter os sistemas em pleno funcionamento, mas a HA tem como objetivo lidar com problemas enquanto um sistema está operacional; a DR entra em ação após a falha.

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Proporcionar uma boa performance e uma excelente experiência do usuário também é essencial. Circuitos sobrecarregados de grandes volumes de tráfego que vão para um único data center podem impactar a experiência do usuário e causar interrupções. Portanto, pode ser benéfico compartilhar a carga entre dois ou mais centros de dados. Todas estas razões são o motivo pelo qual a geo-redundância entre data centers é uma missão crítica para muitas empresas.

Planejando a recuperação de desastres

Muitas abordagens de DR herdadas foram criadas em uma época em que a arquitetura de TI era centralizada, e as ameaças cibernéticas sofisticadas e generalizadas eram menos usuais do que são hoje. A gestão da segurança nos ambientes multicloud híbridos distribuídos é agora muito mais complexa, e muitos planos de DR não contemplam a grande migração para o trabalho remoto que vimos durante a pandemia global.

Todos esses fatores criaram mais pressão sobre as equipes de TI para manter os sistemas digitais funcionando diante dos cenários de desastres atuais e potenciais. O risco envolvido é extremamente alto. De acordo com um estudo recente do Uptime Institute, o custo de interrupções na infraestrutura digital está ficando cada vez mais alto: em 2022, 60% das interrupções causaram prejuízos de mais de US$ 100.000,00 – em 2019, apenas 39% dessas ocorrências tiveram um impacto desse nível.

Redundância geográfica para a continuidade de negócios

Quando as organizações separam fisicamente seus servidores em data centers localizados em diferentes geografias, trata-se de uma medida de segurança conhecida como “redundância geográfica”. Esta abordagem proporciona resiliência empresarial contra eventos catastróficos e desastres naturais, tais como incêndios, tornados ou outras situações que possam derrubar um data center por um certo período. Mesmo quando desastres acontecem, aplicações e dados críticos permanecem disponíveis.

Uma prática mais efetiva para qualquer empresa é implantar data centers primários e secundários redundantes, em diferentes áreas metropolitanas ou regiões, para proteção contra desastres naturais. A infraestrutura crítica de TI, dados e aplicações podem ser espelhados para um ou mais provedores de serviços de cloud (CSPs) para fins de redundância. Se ocorrer uma interrupção, a organização poderá fazer failover (alternar automaticamente para um backup) para um dos espelhos de cloud e, em seguida, fazer failback quando o incidente for resolvido.

As melhores práticas dizem que as localizações primárias e secundárias de cloud dentro de uma região devem estar entre 50 e 160 km de distância uma da outra. Para fazer isso, você precisa de uma interconexão distribuída geograficamente e uma plataforma de data center que possa conectar de forma segura e dinâmica CSPs e ecossistemas digitais em várias áreas metropolitanas regionais, nacionais e globais.

Soluções neutras disponíveis no mercado permitem às empresas construir, com rapidez e facilidade, conexões resilientes e diversificadas geograficamente, com infraestruturas de data centers remotos, redes e CSPs que atendam aos principais requisitos de continuidade de negócios.

Redundância geográfica para otimizar o desempenho

A redundância geográfica também fornece uma maneira de equilibrar a carga em um ou mais data centers durante os períodos de pico de tráfego, garantindo o desempenho ideal. As infraestruturas de TI distribuídas estão espalhadas por uma variedade de serviços locais e em nuvem, o que pode complicar rapidamente um plano de balanceamento de carga de tráfego. A conexão direta a CSPs individuais geralmente aumenta os custos de rede e a complexidade de gestão.

Existem soluções que simplificam a interconexão em tempo real a vários CSPs distribuídos com um portal de autoatendimento, permitindo que as empresas façam conexões em apenas alguns minutos. Por meio de uma única porta, podem acessar um ecossistema de nuvem robusto e interconectado para provisionar dinamicamente conexões remotas de uma instalação para outra ou de uma área metropolitana para outra. Algumas empresas reduziram os incidentes que afetam o serviço em 1.000% e diminuíram o tempo de inatividade do usuário relacionado à TI em 25%.

Nenhum sistema digital é perfeito. Em algum momento, algo vai acontecer e deixar o sistema fora do ar. Existem muitas maneiras diferentes em que um sistema pode falhar. Por isso, eles precisam ser projetados com a expectativa de que a falha ocorra. Criar uma réplica da infraestrutura de TI, incluindo serviços baseados em nuvem em um data center geograficamente distribuído, é algo que pode ajudar uma organização a se preparar para esse momento.

* Jim Poole é vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Equinix

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Published by
Redação
Tags: data centerEquinixredundância geográfica
3 anos ago

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