All Rights ReservedView Non-AMP Version
IT Forum
  • Homepage
  • Notícias
Categories: Notícias

Rede do McDonald´s na AL unifica aplicações – continuação

IWB – Em que o Brasil se destaca?

Galdieri – Somos extremamente bons no sistema de frente de caixa, na gestão do restaurante e na solução de entrega, que acho que é a mais completa da AL. Geramos os scorecards para as operações para ajudar a definição do desempenho da área e estamos automatizando ainda mais esta ferramenta para ela ser usada na América Latina como um todo. Também somos bastante competentes na parte de field service (manutenção e suporte aos restaurantes) e a nossa infra-estrutura é bem robusta – principalmente, nas telecomunicações, que sempre foram referência não só para a AL, mas também para os EUA.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

IWB – Como a TI ajuda o McDonald’s a atingir as metas de negócios?

Galdieri – A grande dificuldade é oferecer serviço de qualidade e eficiente a um custo razoável por conta da dispersão geográfica.  Desde o ano passado, comecei a investir bastante em manutenção preventiva, porque, se eu evitar a quebra, continuo vendendo. Em um quiosque de sorvete, por exemplo, se o equipamento quebra, temos de fechar o ponto-de-venda (PDV) temporariamente. Com isto, no ano passado, conseguimos aumentar em mais de quatro vezes a quantidade de horas operacionais dos equipamentos. O sistema de controle e automação dos restaurantes também ajuda, pois melhora o uso da matéria-prima e ajuda a controlar rendimentos e despesas.

IWB – Há quanto tempo você está no McDonald’s?

Galdieri –  Há nove anos. Trabalhei a maior parte do tempo na área de infra-estrutura, primeiro no Brasil e depois para América Latina. Daí, com a saída do Paulo Francez, voltei para o Brasil para assumir a diretoria de TI em outubro de 2006.

IWB – Foi difícil substituí-lo?

Galdieri – Foi um desafio por eu já fazer parte da equipe. Durante vários anos, respondi para ele como gerente de infra-estrutura de TI do Brasil, depois, quando fui para AL, me reportava diretamente para os EUA. Às vezes, é difícil trabalhar as mudanças que têm de ser feitas vindo de dentro. Então, o maior desafio não foi assumir a área em si, mas conseguir fazer as modificações. Quando você vem de fora, tem mais facilidade para colocar seu jeito de trabalhar.

IWB – A estratégia do McDonald’s de não desenvolver internamente, mas buscar soluções no mercado vai continuar?

Galdieri – Sim, continuamos buscando pacotes prontos e desenvolvendo o menos possível. O objetivo é manter a inteligência aqui dentro e o esforço braçal fora.

IWB – Você acha que a terceirização total é uma tendência?

Galdieri – Vejo como uma evolução, porque as empresas, às vezes até por espaço físico, não comportam equipes de desenvolvimento internas e não conseguem tomar conta para que tudo dê eficiência. Mas, ao mesmo tempo, o que vai incrementar são as ferramentas de controle e da gestão do conhecimento, no intuito de dominar o conhecimento dos processos e a documentação dos sistemas.

IWB – Com quantos fornecedores o McDonald’s trabalha hoje?

Galdieri – Sempre procuramos lidar com o menor número possível. Hoje, de fornecedores principais temos em torno de doze, como Telefônica, Embratel, Sonda e Fujitsu. A empresa de desenvolvimento que trabalhava para nós era de nicho. Um dos projetos para este ano é trabalhar em novos modelos de sourcing. Nem estou chamando de outsourcing, porque estou identificando no mercado quais são as melhores maneiras para operar de forma eficiente e com qualidade, atendendo às necessidades do negócio.

IWB – O que você chama de novos modelos?

Galdieri – Por exemplo, na área de desenvolvimento de sistemas trabalhamos por bastante tempo com body shop, que, durante um período, foi muito útil para a companhia, mas nossa necessidade agora está mais voltada para gestão. O body shop ficou ultrapassado. Precisamos trabalhar mais na linha de ter um gerenciamento de projetos aqui dentro e mais perto para fazer a terceirização mais voltada para serviços. Estamos, hoje, nesta migração para outros modelos de sourcing. Trazendo um gerenciamento de projetos terceirizado e mais profissional teríamos uma possibilidade de ter dois ou três fornecedores para fazer o trabalho braçal da ferramenta em si.  

Página < 1 <

Next Ações contra pirataria crescem 61% em março »
Previous « Rede do McDonald´s na AL unifica aplicações
Share
Published by
Redação
18 anos ago

    Related Post

  • Novos executivos da semana: Uncover, Tech for Humans, Diebold Nixdorf, Unico e mais
  • Se o Brasil não organizar seus dados culturais, outro fará isso por nós, alerta Jorge Brivilati
  • CBYK nomeia Maurício Matsuda como novo CEO

Recent Posts

  • Notícias

83% dos CIOs já adiaram projetos estratégicos por restrições de orçamento

A pressão por controle de custos vem alterando a dinâmica das áreas de tecnologia nas…

1 semana ago
  • Estudos

Fintechs brasileiras captam US$ 2,77 bi em 2025 e entram em nova fase de maturidade

O mercado brasileiro de fintechs passou por uma transformação no perfil dos investimentos em 2025.…

1 semana ago
  • Notícias

Sioux aposta em IA e dados para nova fase de experiências digitais e expande atuação para a Europa

O avanço da inteligência artificial e o uso estratégico de dados vêm transformando a forma…

1 semana ago
  • Artigos

Qual é o risco do desenvolvimento de software com IA?

Por Ramon Ribeiro Quase metade do código produzido por assistentes de inteligência artificial contém vulnerabilidades…

1 semana ago
  • Notícias

Se o Brasil não organizar seus dados culturais, outro fará isso por nós, alerta Jorge Brivilati

Peça a um modelo de inteligência artificial que gere a imagem de uma cidade, sem…

1 semana ago
  • Notícias

Novos executivos da semana: Uncover, Tech for Humans, Diebold Nixdorf, Unico e mais

O IT Forum apresenta, semanalmente, os novos executivos e os principais anúncios de contratações, promoções e mudanças…

1 semana ago
All Rights ReservedView Non-AMP Version
  • L