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Executivos da indústria esperam maiores receitas com semicondutores em 2024

Imagem: Shutterstock

Depois de vivenciar os últimos anos com restrições em sua cadeia produtiva, o setor de semicondutores deve sentir certo alívio nos próximos anos. Líderes de empresas de semicondutores estão otimistas com as perspectivas para o setor. É o que aponta uma pesquisa da KPMG, realizada em parceria com a Global Semiconductor Alliance (GSA).

Segundo o estudo, a maioria (81%) dos executivos líderes da indústria estimam que as receitas das suas empresas crescerão no próximo ano, com metade deles esperando que o crescimento seja superior a 10%, e 23% prevendo um crescimento de mais de 20%. Para o estudo foram ouvidos 151 executivos globais de empresas de semicondutores, a maioria delas com receitas anuais superiores a US$ 1 bilhão.

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O setor automotivo será o principal impulsionador de receitas dessas empresas no próximo ano, segundo o estudo, podendo atingir US$ 200 bilhões de dólares anuais até meados dos anos 2030, e ultrapassar US$ 250 bilhões até 2040. Já as comunicações sem fios, há muito tempo vistas como o mais importante vetor de receitas da indústria, ocupam o segundo lugar nas perspectivas para 2023.

Internet das Coisas, Computação em Nuvem, e Inteligência Artificial estão em terceiro, quarto e quinto lugares, respectivamente, em termos de importância.

Leia também: Computação quântica pode gerar até US$ 850 bi em receita até 2035

A pesquisa da KMPG também aponta que há uma perspectiva para a normalização no fornecimento de semicondutores, com 65% dos executivos acreditando que essa escassez diminuirá em 2023, e 15% avaliando que oferta e procura já estão em equilíbrio para a maioria dos produtos. Apenas 20% pensam que a escassez persistirá até 2024 ou mais.

Considerando que a indústria de semicondutores é cíclica, a pesquisa perguntou ainda quando os respondentes pensam que o próximo excesso de oferta de semicondutores ocorrerá, com 24% dizendo que já isso já existe, e 31% que será em 2023. Outros 36% consideram que o excedente acontecerá entre 2024 e 2026, enquanto 9% acreditam que a procura continuará aumentando e que não haverá excesso nos próximos quatro anos.

Felipe Catharino, sócio-diretor líder do segmento de Tecnologia da KPMG no Brasil, entretanto, destaca que a pesquisa reforça que a falta de mão de obra continua sendo uma prioridade crucial, sendo este o maior problema enfrentado pela indústria de semicondutores nos próximos três anos.

“O desenvolvimento e a retenção de talentos continuam sendo estratégicos, com 67% dos executivos líderes indicando que essa questão está entre as três prioridades atuais. O dado é inferior aos 77% da pesquisa anterior, contudo bem acima da flexibilidade da cadeia de fornecimento (53%) e da transformação digital (32%) deste ano”, ressalta o executivo.

Sobre questões geopolíticas, o impacto da nacionalização da tecnologia de semicondutores é a maior preocupação dos executivos, uma vez que tem implicações em cadeias de fornecimento, aquisição de talentos, e acesso a subsídios governamentais. A nacionalização da tecnologia de semicondutores também está empatada como o segundo maior problema enfrentado pela indústria nos próximos três anos, junto com a inflação global.

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Redação
Tags: GSAindústriaKPMGSemicondutores
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