Robôs na web estão influenciando debates nas redes sociais, conforme apontam pesquisas. Contas falsas são criadas para tentar gerar tendências. Segundo estudo recente da Adobe, realizado pelo Wall Street Journal, 28% do tráfego na web vem de bots e outros “sinais não-humanos”.
Conforme explicam especialistas da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), humanos não têm contato físico com todo mundo com quem nos relacionamos nas redes sociais. E um programa de computador, também conhecido como robô, está sendo cada vez mais utilizado para se passar por humano.
Usuários publicam uma foto em uma rede social, por exemplo, e o programa de computador pode fazer um comentário e começar um relacionamento digital com alguém. Só que, na realidade, é um software. No longo prazo, os seres humanos reais em navegadores serão uma parcela decrescente do tráfego.
“Tudo isso significa também problemas para anunciantes, já que fontes não-humanas representa que quase 30% de esforços publicitários estão indo para coisas que nunca comprarão os produtos. Estes perfis estão no ar desde, pelo menos, as eleições de 2012 no Brasil. Os objetivos, de acordo com especialistas, são variados e podem ser desde levantar bandeiras políticas até tirar a atenção de algum assunto que esteja bombando nas redes”, alerta a Sociedade Brasileira de Computação.
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